O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 24/10/2019

A cada 4 anos, encontramos cidadãos de todo o território brasileiro ligados por um só pensamento: o bem de seu pais. Esses comemoram juntos os avanços e ficam apreensivos com os erros, porém, independente do que aconteça, nos 4 anos seguintes eles estarão lá novamente a torcer pelo país. Tal ato é enxergado na Copa do Mundo de futebol, esporte que a maior parte dos indivíduos dedicam seu tempo assistindo, porém, após essa data, pouco é visto dos brasileiros unidos pelo seus país. Logo, é possível analisar que ao passar dos anos, o sentimento de patriotismo vem caindo, seja pelos problemas que o pais encontra, seja pela falta de informação de sua história e cultura interessante.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a falta de ligação com a pátria acontece por conta de diversos problemas relacionados ao representantes de nosso pais. Nos últimos anos, especialmente na última década, foram revelados diversos casos de corrupção política no país, tornando o ato de votar apenas uma obrigação, e não um prazer, pois muitos não enxergam-se na política atual. Nesse sentido, a população tende a pensar que se nem seus representantes cuidam de seu próprio lar, qual seria o motivo do esforço dos civis, o que se reflexe em casos de depredação de áreas públicas e pouca notoriedade em personalidades brasileiras.

Não obstante, a representatividade no Brasil é pouco notória, desde a escola. Nesse ambiente, o primeiro contato e registro que possuímos oficial é do povo de Portugal, que veio para explorar nossas terras. Partindo disso, somos sempre influenciados por culturas alheias e deixamos nossa cultura em segunda plano, como o samba, os hábitos indígenas e até mesmo nosso folclore, que é esquecido ao passarmos da infância.

Desse modo, são necessárias medidas que atenuem o atual estado de patriotismo, para que esse volte a crescer. É essencial que na grade escolar, a cultura brasileira seja revisada e melhor repassada ao alunos. Portanto, as Secretarias da Educação devem estar vigilantes quanto a aplicação da história brasileira nas escolas, por meio de visitas a essas e questionamentos aos alunos para saber se de fato estão aprendendo. Não só isso, uma parceria entre ONG’s móveis -aqueles que percorrem todo o Brasil, para que cheguem em áreas menos abastadas- e Ministério da Educação pode acontecer para que em cada lugar do Brasil sejam contadas histórias brasileiras que atraiam desde crianças até idosos, respeitando feriados locais para contar o motivo de que existem e chamem a atenção de seu povo. Desse modo, o hino nacional reverbará no coração dos brasileiros não só em jogos, como em todo o resto de seus dias.