O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 24/10/2019
A obra “o triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, retrata a vida do protagonista que é um funcionário público e busca valorizar a cultura do país, por meio de um sentimento nacionalista. Fora da ficção, é notório que a forma de pensar de Policarpo não está totalmente inserida na sociedade, uma vez que o sentimento patriótico brasileiro não se expressa de forma substancial, seja pela carência de incentivo estatal e escolar, seja pela falta de pensamento crítico da sociedade.
A priori, é evidente que a carência de campanhas de incentivo patriota impede a formação de uma nação nacionalista. isso acontece porque o Poder Público não estimula de forma efetiva esse sentimento de pertencimento, uma vez que as crianças não são estimuladas desde o ensino infantil, como ocorrem nos Estados Unidos e Canadá que põe o canto do Hino Nacional antes da aula. Além disso, é fato que as escolas não propagam a importância de um sentimento nacional nas aulas e deixam uma lacuna que permitem o sentimento de não pertencimento da nação. Nesse sentido, um dos maiores movimentos nacionalista até hoje foi o “diretas-já”, no qual as pessoas foram às ruas lutar pelo direito ao voto, mas que hoje vem perdendo a força de uma luta simbólica pela carência de estímulo patriota.
Outrossim, nota-se ainda o que a falta de um pensamento crítico social fomenta o caos. Dessa forma, segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, esse impasse permite com que a indústria cultural impeça autonomia da sociedade e a capacidade de decisão do próprio cidadão. Isso porque a falta de uma visão crítica da sociedade permite a manipulação midiática, haja vista que há uma disseminação de conteúdos que não estimulam o senso crítico brasileiro de pertencimento. Assim, percebe-se a propagação de filmes, séries e propagandas que exaltam outros países e que geram um pensamento de submissão cultural, estimulando assim, o consumo exacerbado de músicas, filmes e séries de outras nações.
É evidente, portanto, que estimule-se urgentemente o sentimento de patriotismo no país. Destarte, o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação e Cultura, deve lançar campanhas que valorizem a cultura do país e imponham aulas de patriotismo obrigatório na grade curricular, por meio de projetos educacionais e cívico-social. Ademais, as escolas, junta a mídia, podem promover campanhas que estimulem o nacionalismo dentro e fora das escolas e propaguem a formação de um pensamento crítico na população, por intermédio de aulas e propagandas que mostrem a importância desse nacionalismo no corpo social, no fito de exaltar a própria cultura nacional e aumentar o consumo de produtos culturais nacional para de gerar cidadãos mais patriotas e conscientes.