O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 27/10/2019
Segundo o filósofo Rousseau, ‘‘o amor pelo Estado é o elixir da salvação dos povos’’. Essa máxima evoca a necessidade do amor à pátria, que deveria ser nutrido pelo cidadão. Entretanto, a falta de ensino cívico nas escolas aliada a não valorização da cultura nacional, indica um legado vivenciado pelo Brasil, que contraria o pensador em questão.
Em princípio, é válido ressaltar o ponto de vista da professora e influenciadora Bella Nazar: ‘‘as escolas não formam cidadãos, formam profissionais’’. De acordo com esse pensamento, o ensino brasileiro enraizou a omissão de orgulho patriótico, pois, em geral, o preocupação educacional é voltada para o indivíduo em particular e não para o coletivo. Isso evidencia que crianças e adolescentes se preocupam mais com o que farão e serão quando adultos, e menos com o quanto valoram seu país.
Essa perspectiva, de acordo com o escritor Nelson Rodrigues, se da, também, pelo ‘‘complexo de vira-lata’’, que caracteriza cidadãos que optam pelo que vem de fora e menosprezam a cultura nacional. Essa realidade é mostrada, por exemplo, no desejo de brasileiros de conhecerem a Disney, antes de seu próprio país. Isso é evidenciado pelos dados da revista virtual ‘‘Uol’’, que diz que 74% dos vistos expedidos nos últimos 3 anos foram para os EUA.
Percebe-se, portanto, a necessidade de valorização nacional por seus cidadãos. Para isso, é necessário que o governo, por meio de suas vertentes, implemente a disciplina de Moral e Civismo na grade curricular de alunos de ensino fundamental. Isso deve ser feito com intuito de formar o patriotismo do estudante em sua base pedagógica. Esta disciplina deve abordar a importância da gratidão pelo país e explorar as riquezas culturais nacionais, a fim de torná-las conhecidas. Somente assim será possível formar cidadãos e profissionais.