O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 27/10/2019
Desde a Primeira Geração do Romantismo, entende-se que os poetas já buscavam a construção de uma identidade nacional, os quais retratavam à extensão do território brasileiro,suas riquezas e paisagens naturais. Em contrapartida, de maneira análoga a isso, prevê-se que a prerrogativa legal encontra-se distante na efetivação, o que tem crescido de forma exponencial às discussões acerca do patriotismo na sociedade contemporânea e somente ações divergentes devem contornar essa problemática. Nessa ótica, mediante à camada social brasileira, analisam-se dois fatores importantes: a inércia estatal e o individualismo frente à ética moral.
Em primeiro lugar, é notório pontuar que o despreparo cívico-governamental e sua aplicação sejam um dos mediadores do problema. Prova disso, segundo o filósofo iluminista Thomas Hobbes, o Estado ao fazer um contrato com a sociedade, deve buscar por dignidade e segurança e, quem não segue perante a este, tornar-se vulnerável à violação ético-moral, como é observado no dito “O homem é o lobo do homem”. No entanto, diante desse pressuposto, evidencia-se a fragilidade do Poder Público em oferecer um sistema econômico eficiente aos indivíduos em escala macroscópica nacional e a facilidade da vulnerabilidade comportamental tornar-se constante, viabilizada por negligência estatal, devido à ausência de fiscalização e administração por parte de órgãos governamentais, como também na propagação de educação sócio-cultural e política nas instituições públicas e privadas.
Em segundo lugar, nessa assertiva, destaca-se o individualismo que ainda é o vetor ativo desse impasse. Sob essa realidade justaposta, em consonância com o Escritor Intelectual Paulo Freire e sua teoria existencialista, postula a ideia por meio da obra “Pedagogia do Oprimido”, a educação libertadora é incompatível a uma pedagogia que, de maneira coesa e mistificada, tem sido prática de dominação. Desse modo, paralelamente a essa corrente filosófica, ações estatais são imprescindíveis para garantir a transposição de obstáculos propiciados pela inércia dos fatos sobre o quadro alarmante.
Portanto, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), como instância máxima dos aspectos educacionais, deve coim urgência, adotar estratégias psicopedagógicas para mitigar as dificuldades que segmentam os alunos em deter o direito ao patriotismo. Essa ação pode ser feita por meio de palestras didáticas e simpósios ministrados por especialistas no assunto, as quais elucidem a importância de combater tais atos infringíveis à sociedade civil, com o objetivo de promover criticidade e educação sócio-política e cultural no ambiente escolar. Ademais, com a tentativa de derrubar a pedagogia opressora proposta por Freire, compete o Governo Federal,aliado ao Poder Legislativo, deve formular leis específicas que ponderam uma atitude mais engajada e efetiva às esferas sociais.