O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 28/10/2019
“Negar os direitos humanos das pessoas é questionar a própria humanidade delas.” A frase de Nelson Mandela, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993, e líder sul-africano, serve para ilustrar que o patriotismo em questão no Brasil, é algo intrínseco dos brasileiros. Dessa forma, resgatar o sentimento de identidade patriótica e evitar que patriotismo se transforme em nacionalismo é essencial para o desenvolvimento da nação brasileira.
Em primeira análise, o resgate do patriotismo vai muito além do que entoar e defender motes com meros viés nacionais, trata-se sim da subserviência à nação. Em recente pesquisa realizada pela Organização Não Governamental Transparência Brasil, afirma que dentre os 32 partidos políticos nacionais, o brasileiro não identifica em nenhum deles a defesa patriótica, mas sim, interesses eleitoreiros. Isto é, pois, evidentemente o artificialismo do pluralismo partidário, interessado tão somente no poder.
Sendo assim, em tempos de globalismo que atenta contra soberania nacional, resgatar o patriotismo é fundamental. Mas sempre com o devido cuidado para que ele não se transforme em nacionalismo - ideologia que põe a nação acima de tudo como algo totalitário. Ser patriota, além de amar, respeitar e entender os símbolos nacionais, é sobretudo enxergar seu governante como gestor, não como figura paterna que deve prover tudo a qualquer custo, castigando uma classe social em detrimento de outra.
Portanto, patriotismo é uma questão, também, de soberania nacional. E, para tal, o Governo deve lançar mão de políticas estadistas, independente de tendências políticos partidárias, de amor à pátria, destinadas à conscientização de todos os brasileiros. Espera-se que essas ações, possa blindar a população de líderes nacionalistas, capazes de colocar seus interesses particulares e partidários acima dos brasileiros. O povo não pode ser escravizado em prol dos interesses de seus governantes e suas ideologias.