O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 31/10/2019
A Constituição Federal de 1998 - ordem de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura, no 1º parágrafo do artigo 13, que são símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. No entanto, devido a falta de patriotismo no país, muitos cidadão desconhecem o significado desses símbolos, o que faz com que esses últimos percam a relevância que deveriam ter em uma nação. Assim, as consequências da ausência de amor à nação podem ser observadas em momentos de eleição e no modo como os brasileiros e o Governo tratam uma das maiores riquezas do país e que está intimamente ligado à história nacional, suas florestas.
Primeiramente, o patriotismo surgiu com o nacionalismo no período imperialista e, durante a segunda guerra, se tornou exacerbado, o que ocasionou em genocídios. Esse amor exagerado à nação é chamado de ufanismo e causa temor em muitos cidadãos. Ainda assim, o patriotismo, de modo saudável, se faz necessário no país e ele não está sempre ausente, o movimento estudantil dos Caras-Pintadas pedindo o impeachment de Collor, presidente na época, e, em 2019, a mobilização de cidadãos nas praias nordestinas afetadas pelo vazamento de óleo de origem desconhecida. No entanto, não se deve ser patriota apenas em momentos de calamidades ou de pedir mudanças políticas, mas, sim, a todo momento. Logo, para não haver a perda de identidade nacional, a falta de patriotismo deve ser superada.
Em segundo plano, cabe ressaltar a omissão do Governo em assegurar de modo homogêneo, na nação, os direitos sociais previstos no artigo 6 da Magna Carta, causa a falta de credibilidade dele diante da população e a desigualdade social. O trecho “Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação” da música “Que País é Esse?”, da banda da Legião, não apenas fala da corrupção inserida nos meios governamentais, mas também na sociedade em geral,ou seja, do famoso “jeitinho brasileiro”. Isso é explicado pelo conceito de Cordialidade, presente no livro Raízes do Brasil, do historiador Sérgio Buarque de Holanda. Segundo esse termo, o brasileiro busca se beneficiar em todas as esferas da vida, sem conseguir, desse modo, distinguir o interesse público do particular.
Destarte, é imprescindível que medidas sejam tomadas para a resolução desse impasse. Sendo assim, urge que o Ministério da Educação, em parceria com mídias de grande impacto, instrua os cidadãos sobre os malefícios da falta de patriotismo em uma nação, mediante debates aprofundados sobre a temática, em programas de televisão, feitos por historiadores e figuras de grande carisma nacional, afim de enraizar o civismo no Brasil e causar o repudio à Cordialidade. Dessa maneira, os símbolos nacionais voltarão a ter importância no Brasil.