O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Na obra pré-modernista “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do autor Lima Barreto, o protagonista acredita fielmente que, se superássemos alguns obstáculos, o Brasil projetar-se-ia ao patamar de nação desenvolvida. Tais entraves podem ser entendidos como a ausência do patriotismo no Brasil. Nesse sentido, faz-se necessário analisar duas causas: a falta de conhecimento do patrimônio cultural brasileiro e a escassez de investimentos públicos.
Em uma primeira análise, é indubitável destacar a carência de conhecimento por parte da população como impulsionadora do problema. Sob essa ótica, o âmbito social não é estimulado pela mídia sobre sua cultura, consequentemente, há uma preferência por culturas estrangeiras. Comprova-se isso com o “Fato Social”, do sociólogo Émile Durkheim, o qual disserta sobre o meio externo influenciar sobre determinados atos. Dessa forma, fica evidente a necessidade de difundir informações sobre a pátria. Segundo Pierre Bordieu, em sua teoria “Habitus”, a sociedade incorpora as estruturas as quais são impostas a sua realidade. Após aderir, a comunida de neutraliza e por fim reproduz. Logo, é notório a prioridade em incorporar estruturas patriotistas.
Outrossim, ressalta-se a falta de investimento público como ratificadora da problemática em questão. De acordo com o Portal UOL, houve um corte de verbas para o Museu Nacional correspondente a 77% em 2017. Desse modo, percebe-se o desinteresse do Estado em promover melhorias em âmbitos culturais, gerado por uma má administração e a falta de patriotismo do Governo. Consoante a esse pensamento, o mandato de Getúlio Vargas em 1930-1945 foi marcado por um forte nacionalismo e investimento no Brasil. Com isso, fica evidente a necessidade do espírito de nacionalidade do Governo.
Em suma, providências precisam ser tomadas, pois há entraves como os supracitados que impedem a construção de um mundo melhor. Dessarte, a Mídia, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional- IPHAN-, deve fomentar campanhas informativas sobre assuntos culturais brasileiros, por meio de programas midiáticos, palestras em instituições e panfletos, a fim de mostrar a riqueza nacional. Ademais, cabe ao Superministério da Cidadania, juntamente com a sociedade, promover a fiscalização das ações do Governo em reação à cortes públicos. Para assim, como ideliazado pelo célere filósofo Nietzsche, em sua teoria sobre “Super Homem”, a comunidade possa superar-se de amarras culturais estrangeiras. Com isso, o Brasil projetar-se-á ao patamar de nação desenvolvida como idealizada por Policarpo.