O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 23/03/2020
O período em que Getúlio Vargas esteve como chefe executivo foi marcado pela construção do que é ser brasileiro, dessa forma utilizou-se: o futebol, o samba e o carnaval para criar essa identidade. Nesse sentido, vê-se a construção de símbolos e signos relacionados ao pertencimento a uma nação. Desse modo, a condição patriota moderadamente é importante, mas se praticada de forma exacerbada tem se o potencial negativo e, por isso, deve ser discutido.
A priori, o culto à pátria potencializa o desenvolvimento do sentimento ufanista. Sabe-se que a noção de pertencimento a um território é de suma importância, já que viabiliza a integração, exemplo disso é a formação de um Estado Nacional que se dar pela identidade comunitária de fatores como a língua, etnia, religião. Contudo, quando isso é praticado imoderadamente culmina na idealização do local, a título de exemplificação, Gonçalves Dias, o poeta, escreveu a Canção do Exílio em que traços ultra ufanista acerca do território são perceptíveis,em função disso, apenas pontos positivos são descritos em detrimento das problemáticas vigentes. Em suma, ações sobre o supracitado são necessárias a fim de alcançar a justa medida.
A posteriori, o patriotismo comunitário em excesso, acarreta alienação social. Nota-se a recorrência de governantes que se intitula patriota e utiliza disso para pregar a supremacia. No contexto do século XIX, os Estados Unidos, em sua era expansionista desenvolveu a doutrina do Destino Manifesto, em que acreditava-se que seus habitantes eram eleitos para comandar e levar a civilização a outros povos. Analogamente, o Nazismo, desenvolvido na Alemanha, pregava a supremacia da raça ariana, e povos, como os judeus, eram inferiores o que justificavam o genocídio desses. Similarmente, no Brasil, nota-se a dificuldade de aceitação de refugiados, alega-se o dever de priorizar os brasileiros. Por conseguinte, medidas de cunho sobre o supramencionado são importantes.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para promover o justo meio sobre essa temática, mas se tratada de forma adequada pode ser atenuada. Nesse sentido, o Governo, que tem como função promover o bem-estar social, por intermédio do Ministério da Educação, deve instituir, desde a educação primária, no currículo escolar uma matéria de cidadania que abarcará a questão do patriotismo. Assim, possibilitará debates sobre os limites desse sentimento e suscitará cidadãos que cultuem a pátria de forma saudável . Dessarte, o que é ser brasileiro, criado na era varguista, não será pretexto para o ufanismo e os nacionalismo.