O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 26/03/2020
Define-se “patriota”, de forma simplificada, como pessoa que ama, protege e guarda a sua pátria. Diante disso, observa-se grande escassez desse sentimento de devoção perante a população brasileira. Logo, tal falta de civismo tem como impulsionadora a negligência estatal e resulta diretamente na falência cultural da sociedade.
Em primeiro plano, urge analisar o descaso do governo para com a promoção do sentimento patriota no corpo social. Nesse viés, sabe-se que, de acordo com a Constituição Federal de 1989, um dos fundamentos básicos do Estado Democrático Brasileiro é o da cidadania, que surge na concepção de percentimento a uma nação. No entanto, o sistema político nacional não age com o intuito de ambientar a população local, no passo que não investe em infraestrutura, educação e espaços de lazer, o que torna o ambiente domiciliar apenas um dormitório, sem ligação afetiva.
Ademais é imprescindível ressaltar a cessação dos traços culturais brasileiros que decorre disso. Nesse sentido, segundo o músico jamaicano Bob Marley “um homem sem cultura é como uma árvore sem raízes”, dessa forma, ao inverter-se a fala, conclui-se que um homem sem raízes não manifesta cultura. Ou seja, o indivíduo que não se identifica com sua nação, que não se sente vinculado, não propaga costumes e crenças, que perdem-se com tempo.
Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para reduzir a carência de patriotismo no Brasil. Portanto, o Estado, em conjunto com o Tribunal de Contas da União, deve realizar melhorias na infraestrutura das cidades, por meio de investimentos em educação, segurança e áreas de lazer, mas especialmente em espaços de manifestações culturais, com o fim de que a população sinta-se parte de uma comunidade, e não deixe escapar suas características culturais. Dessarte, a definição inicial será posta em prática na nação brasileira.