O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 21/05/2020
É sabido que, no Brasil, a questão do patriotismo é motivo de diversas opiniões e debates. Nesse sentido, a ruptura do laço com a história brasileira e a desvalorização dos símbolos pátrios demonstram como tal tema é considerado. Por isso, é fundamental a adoção de diálogos coerentes e inteligentes acerca do afeto à pátria no cenário atual.
Por esse viés, segundo o escritor brasileiro Lima Barreto, “No Brasil as pessoas não têm vocação: elas têm imitação”. Diante disso, o desconhecimento sobre a historicidade do país mostra que o indivíduo não possui como orientar-se baseado nas construções acertadas do passado e por sua vez, têm por única saída a imitação de seus contemporâneos, logo, a manifestação patriótica figura-se indiferente ao cidadão moderno, que expande para os seus próximos a mesma ausência, de maneira a consolidar o ciclo de imitação e inexistência dos vocacionados, nesse caso, à devoção ao Brasil.
Outrossim, conforme o filósofo canonizado Agostinho de Hipona sobre as relações humanas, a possibilidade de nutrir afeto é oriunda do conhecimento daquilo que é objeto de interesse. À vista disso, nota-se que os símbolos pátrios - cuja função deveria ser atuar como fonte de conhecimento da nação e sua importância - é presenciado na atualidade o efeito contrário: desvalorização e desconhecimento, pois sua presença é fraca na realidade cotidiana do homem comum. Desse modo, a efetuação do conceito filosófico citado é improvável, pois os cidadãos não conhecem as características do país.
Portanto, é imprescindível a remodelação de projetos que transformem a situação do patriotismo no contexto nacional. Para tanto, governo em parceria com os núcleos de ensino, deve criar um Plano de Conhecimento da Pátria, para que esse artifício seja fonte de novos rumos patrióticos, por meio de campanhas midiáticas que levem informações a todos os segmentos, a fim de reeducar sobre a história do país. Por fim, cabe à família incutir o sentimento de alteridade, por meio do constante diálogo, a exemplo do proposto pelo filósofo Agostinho, a fim de tornar o afeto ao Brasil algo restaurado.