O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 23/05/2020

A primeira fase do Romantismo no Brasil, também chamado de Nacionalismo-indianismo, caracterizou-se destacando o índio como herói nacional, valorizando as características do Brasil em detrimento da Europa. Paralelamente, nesta época cultivava-se o patriotismo, que em contrapartida, hoje, está em diminuição por conta da falta de incentivo na educação básica e, por conseguinte afetando o exercício da cidadania.

A priori, em 1922, a Semana de Arte Moderna preocupou-se em propor em arte brasileira original e atualizada, trazendo consigo a variedade cultural que se estende por todo o território. Contribuindo, então, fortemente para o desenvolvimento da identidade nacional, importantíssima para a nação, relacionando diretamente com o patriotismo. Logo, vê-se necessário o incentivo da identidade nacional, para que os cidadãos criem um vínculo, sendo a escola o principal meio.

Outrossim, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, na modernidade líquida vivida, ao passo que os valores éticos, morais e espirituais vão se desfazendo, emergem o egoísmo, a ganância e o individualismo apátrida. Nesse sentido, faz-se toda a diferença na formação do cidadão, haja vista, sem o sentimento de pertencimento o indivíduo não exerce sua cidadania, tampouco o civismo.

Em suma, a carência do patriotismo afeta veemente o país, por esse motivo o Ministério da Educação, por meio de minicursos, deverá instruir os educadores (docentes em Sociologia, Literatura, História e Artes), para que haja a valorização e o incentivo da identidade nacional. Além disso, insira nos currículos escolares, disciplinas que incentivem o civismo e a importância dos símbolos nacionais, com finalidade do retorno do patriotismo, como na fase Romântica.