O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 17/05/2020
No Brasil, em 1922, por meio da Semana de Arte Moderna, inaugura-se o movimento literário, artístico e cultural do Modernismo, no qual instaura-se uma ruptura com o tradicionalismo europeu, uma libertação estética e uma valorização do real contexto brasileiro. Por intermédio desse, pretendia-se impulsionar e instaurar noções e sentimentos patriotas na nação. Hodiernamente, há impasses relacionados ao pertencimento nacional, haja visto que existem paradoxos limitantes quanto a conjuntura socioeconômica e cultural no meio social.
Em primeira instância, convém ressaltar a dificuldade brasileira em acoplar toda a nação. Nesse contexto, há divergências relacionadas à cultura, economia, educação, bem como a de vários outros direitos assegurados pela Constituição de 1988. Nesse viés, inadimplia-se quesitos humanos capazes de unis e sincronizar os seres perante bens comuns indispensáveis a uma coerção social propícia ao sentimento patriota. Nesse âmbito, o escritor Lima Barreto, em sua obra ‘O Triste Fim de Policarpo Quaresma’, aborda o protagonista como um patriota ufanista, com posturas ingênuas e idealistas frente as questões de denúncias sociais, de modo a legitimar os percalços existentes e ainda recorrentes na contemporaneidade.
Em consonância, cabe salientar o lema nacional simbólico positivista de ‘Ordem e Progresso’, no qual o sociólogo Comte atribui a noção de que as decisões necessitam ser executadas em prol de um bem comum. Nessa vertente, cria-se um paradoxo quanto ao desenvolvimento e a marginalização, posto que certa contingência populacional não usufrui dos bens prioritários simbólicos de sua nação. Diante disso, se estabelecem sentimentos de exclusão, segregação, discriminação, tal como desilusão para com a pátria, de forma a impulsionar a ausência de solidariedade e empatia no meio grupal.
Diante do exposto, faz-se imprescindível que o Ministério da Cidadania, por intermédio de verbas governamentais, estabeleça melhorias desenvolvimentistas, tal como na educação, implantando e reformulando a didática estudantil, de modo a mitigar a vontade pelo conhecimento, bem como na saúde, implementando as necessidades médicas e populacionais, de maneira a aproximar e acolher com o apoio informacional, em áreas necessitadas, com o fim de edificar o lema da bandeira nacional. Assim como, implemente, na grade curricular estudantil, diálogos e assuntos que ressalvem as conquistas históricas nacionais, para que crie-se uma coercitividade, um engajamento e um pleno conhecimento referente à procedência patrial.