O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 27/05/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o patriotismo agressivo, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela sede de um novo momento politíco, seja pela necessidade de tornar as ideias de um partido a nova verdade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade. É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação esteiam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o falso patriotismo rompe essa harmonia, haja vista que a cada dia os interesses da população sejam deixados de lado sobressaindo assim, os interesses politícos-partidários acima de tudo. Outrossim, destaca-se o o fanatismo político. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a busca pela certeza de que tal partido ou pessoa política será a “salvação”, faz com que as pessoas tentem impor uma ideia em que ela acredita ser a ideal para alavancar seu nacionalismo, deixando assim de lado, por muitas das vezes, seus valores enquanto ser humano, ferindo a constituição e desrepeitando as regras de covivência com seu ufanismo. É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, a mídia deve elaborar campanhas publicitárias educativas a fim de esclarecer as causas e consequências do civilismo exagerado, promovendo a claridade no juizo de opinião. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam a batalha sobre a imposição das ideias políticas dos pais sobre seus filhos, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.