O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 04/07/2020

O filósofo Jean Jacques Rosseau, no século XVIII, afirma que é dever do estado promover o bem estar social.   No entanto, os governantes do Brasil falham miseravelmente nesse aspecto, visto que a educação, saúde e entre outras obrigações dos mesmos, encontra-se em frangalhos, na grande maioria das vezes por fruto da corrupção.  De certo, as gestões inescrupulosas dos administradores públicos, aliada a falta de política educacional que enalteça a história e cultura do Brasil, faz com que os indivíduos não venham a ter um sentimento patriótico com relação a nação.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, o Brasil é o quarto país mais corrupto do mundo, sem duvida, dados como esse ajudam a explicar por que muitos brasileiros não possuem amor exacerbado pela pátria.    Já que o cidadão irá refletir e chegar a seguinte conclusão, por que eu deveria amar, defender e ter pensamento coletivo, sendo que o estado não cumpre com as suas obrigações para comigo, inegavelmente, analisando por esse ponto de vista, o sujeito tem razão, porém, essa linha de raciocínio é perigosa, dado que a longo prazo as pessoas irão tornar-se egoístas, e perderam seu censo de civilidade e  moralidade, portanto, combater a corrupção e promover os deveres da constituição cidadã de 1988, é de suma importância para promover o sentimento de orgulho pelo Brasil.

É necessário observar, que o primeiro movimento artístico de identificação nacional só foi ocorrer em 1922, na semana de arte moderna, contudo, desde lá, essas manifestações não contam com muito apelo dos órgãos educacionais, o que é um erro.  Pois, trazer a tona para dentro da sala de aula uma cultura de um povo tão rico e diversificado como o do Brasil, é incentivar o patriotismo, construir um caráter cívico e moral, também como trilhar o caminho para a ordem e o progresso, além de expor as mazelas sociais históricas como a escravidão e a perseguição aos índios.

Em virtude dos fatos mencionados, faz-se preciso a intervenção dos ministérios da justiça e educação, o primeiro, por meio de profissionais da tecnologia da informação, criará uma plataforma digital de domínio público, que disponibilizará todas as informações a cerca da movimentação das verbas, do pagamento de funcionários a licitações, com o objetivo de diminuir o desvio de dinheiro, de modo que ele seja direcionado para as causas corretas.  O segundo estabelecerá uma plano nacional curricular focado na síntese de um civilismo, que vai desde a educação básica até o final do ensino médio, afim de que o sentimo patriótico seja incorporado através da demonstração da ampla e abundante história brasileira, por meio de professores das disciplinas de filosofia, sociologia e história, ademais, cobrar mais questões com assuntos relacionados aos heróis e glórias do Brasil em vestibulares como o ENEM, dessa forma o interesse dos alunos pelo tema sera maior.