O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

No fim do século XIX, durante a Segunda Guerra Mundial, era comum jovens se alistarem nas forças armadas de seus países, pois viam a guerra como uma oportunidade de zelar e manter a integridade da sua nação, do seu território e, principalmente, da sua origem. Fora da historiografia, a realidade é totalmente diferente, visto que o amor patriótico perdeu seu real significado e sentido nos dias atuais. Pode-se dizer, então, que não só as diretrizes do século XXI, mas também a ínfima interação do Estado para com a população são as responsáveis pelo cenário descrito.

A priori, o modo de produção atual, o chamado capitalismo financeiro, está diretamente introduzido na realidade da maioria dos cidadãos, portanto, as potências com maior poder econômico são alavancadas em detrimento das menos favorecidas. Prova disso, recorrentemente são impostos na contemporaneidade termos como: “países de primeiro, segundo e terceiro mundo”, assim, indivíduos não pertencentes a uma nação privilegiada tendem a ignorar as qualidades e peculiaridades de seu território atual. Nesse sentido, a desvalorização de muitos países é inevitável, logo, em contraposição é instaurado um sentimento antipatriótico.

Ademais, é notório o poder de coercividade que a instituição social Estado exerce para com os seus integrantes nos dia atuais, desse modo, as consequências dessa relação serão observadas na sociedade. Sob esse prima, o IDH nacional (Índice de Desenvolvimento Humano), grande regulador social da esfera contemporânea, está na 79° posição, o que notifica o desserviço feito pelos Órgãos sociais vigentes e a vulnerabilidade do morador brasileiro perante as outras nações. Posto isso, depreende-se que o Brasil tem um caminho árduo e longo a percorrer, até que seus membros tenham zelo e amor pelo território em que habitam.

Dado o exposto, infere-se que reformulações são necessárias acerca dos moldes sociais do país. Sendo assim, cabe à sociedade, como conjunto de indivíduos que compartilham valores culturais e coletivos, apoiar a indústria nacional e combater a imprudência estatal. Essa deve ser feita por meio de boicotes e manifestações pacíficas que atendam as demandas exigidas, já aquela deve ser executada por intermédio da interação, divulgação e valorização de pequenas, médias e grandes empresas do Brasil. Dessa forma, o sentimento dos brasileiros a respeito de seu território será análogo ao dos combatentes da Segunda Guerra Mundial em meados do século XIX.