O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 10/07/2020

“É muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.” Tal frase do poeta Ariano Suassuna expõe os obstáculos que dificultam a adoção do patriotismo no Brasil. Diante dessa perspectiva, a desigualdade social e a corrupção na política são algumas das mazelas que impedem o amor à pátria.

Em primeira análise, a desigualdade social se intensificou a partir da industrialização, pois sem nenhum direito trabalhista, o proletariado trabalhava cerca de 16 horas diárias e não contava com remuneração fixa. Segundo o filósofo Karl Marx “Os operários não tem pátria”. Nesse viés, é possível ver que essa disparidade presente na sociedade impossibilita o homem ser patriota.

Em segunda análise, a corrupção consiste em desonestidade para com o povo, na qual os políticos, governantes e pessoas com poder, utilizam ilegalmente deste para lucrar. No Brasil existem vários casos de corrupção, como exemplo, o mensalão, nome dado ao ato de compras de votos parlamentares, deflagrado no primeiro mandato do governo de Luís Inácio Lula da Silva. Diante disso, a economia e a imagem do país diminuiu significativamente, além das chances de um possível amor à pátria. Portanto, para que o patriotismo vigore, as questões supracitadas precisam findar. Urge que a Secretaria de Educação, em parceria com o Ministério da Cidadania, faça uma reforma educacional, por meio da proibição de instituições particulares de ensino. Pois assim, a classe alta, ao investir no ensino, não estará investindo mais no privado e sim no público. Além disso, as escolas precisam trabalhar com os alunos os pontos positivos do Brasil e apresentar projetos e palestras sobre formas de defender e respeitar os símbolos do país. Dessa forma, será possível garantir uma educação que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de conhecimentos. Só então a sociedade será patriota.