O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 05/08/2020

O atual cenário do Brasil está configurado em uma típica brincadeira infantil, “o acabo de guerra”, onde a corda a ser puxada é o status de ser ou não patriota. Entretanto, as consequências dessa postura são a supremacia de um grupo sobre outrem e a ausência da formação de uma  identidade nacional. Diante disso, cabe analisar essas sequelas

Primeiramente, é inerente para uma nação a presença da sua identidade, pois, é ela que confere o sentimento de pertencimento de um povo com a sua pátria. Exemplo disso, foi aprovação feita pela Organização das Nações Unidas, em 1947, com objetivo de partilhar o território palestino com os judeus, povo esse que ficou conhecido por um bom tempo no Oriente Médio como “povo sem pátria”. Por certo, que a presença da terra é essencial, no entanto, essa não institui tal identidade, o “país tropical e abençoado por Deus”, é o exemplo disso, mesmo sendo possuidor de uma terra, ainda apresenta uma carente identidade. Justifica-se, em detrimento da falta de unidade por parte das raças, indígena, europeia e africana.

Certamente, que o atual enredo brasileiro é compreendido entre os “conservadores e amantes da pátria” e os “os que distorcemos ideias do país”, gerando o entendimento de supremacia de um grupo sobre outrem. Mas, o que sustenta esses adjetivos é a ignorante subjetividade que um grupo tem sobre o outro, pondo a prêmio o patriotismo, ou seja, ganha quem souber cantar o hino nacional ou até mesmo entrar em forma, segundo regras militares. O contrário, mostra-se quando os então “conservadores” apresentam uma idolatria aos ideias e modelos estrangeiros e até favorecem a economia  exterior, ao invés do seu país.

Infere-se, pois, que ainda há obstáculos para que se tenha uma identidade nacional e livre do preconceito no território. Isto é, o Poder Legislativo deve provocar o Governo Federal para uma reforma na estrutura educacional, com didáticas que estimulem o amor a pátria e a identidade nacional, o que irá minimizar o preconceito e fragmentação.