O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 07/08/2020

“Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada!” Tal trecho do hino nacional exalta o país durante toda a letra e contêm um caráter nacionalista. Entretanto, não é suficiente para despertar uma noção de união e de nacionalismo nos brasileiros. Com isso, entende-se que o patriotismo no Brasil sofre com limites para o seu pleno desenvolvimento, isto é, a existência do individualismo contemporâneo em conjunto ao sentimento de inferioridade e baixa identificação prejudicam a construção de uma pátria unida.

Cabe salientar, a princípio, que a hodierna sociedade é afetada com a falta de pertencimento e fluidez das relações pessoais. Isso porque, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade é liquida e a realidade moderna é incapacitada de manter uma identidade, desenvolvendo  uma forte individualidade. Ou seja, a população hipervaloriza o ego em detrimento do pensar coletivo, deixando de lado a busca pelo bem da comunidade. Como resultado, o que reverbera na sociedade é um estado de apatia à construção social e da pátria, além da perda sobre o senso do bem comum.

Em segundo plano, a população brasileira detêm de uma necessidade de exaltar apenas o que vem de fora, o estrangeiro. Tal realidade foi firmada por meio da forte globalização e constante contato com o estrangeirismo, ocasionando um esquecimento de pertencimento a uma nação. Nesse contexto, é notável que, assim como defende o escritor Nelson Rodrigues, o brasileiro sofre do “complexo do vira-la”, isto é, uma necessidade contribuir para o sentimento de inferioridade diante de outros países e da cultura estrangeira.  Sendo assim, esse complexo de inferioridade implica na não valorização dos costumes, da cultura e da sociedade brasileira.

Portanto, o patriotismo brasileiro é diminuído devido ao individualismo brasileiro e a falta de valorização do Brasil. Assim, cabe ao Poder Executivo, na forma de Ministérios, trabalhar na união da população e construção de um país patriota. Tal ação concretaria-se por intermédio da consolidação da cidadania, de modo a promover direitos sólidos aos cidadãos e e estimular a união dos civis. Dessa forma, a noção de bem comum se firmaria e ajudaria na formação do patriotismo. Além disso, cabe às mídias, como percursor da cultura e costumes, estimular a formação de uma identidade nacional, por meio da divulgação de uma arte brasileira e nativa, como a reprodução de novelas e filmes nacionais. Logo, poder-se-á transformar o Brasil em um pais com um forte caráter nacionalista.