O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 13/08/2020
Ao longo dos anos no Brasil, o futebol se mostrou como uma forma amplamente utilizada para demonstrar orgulho ao país. Porém, ser patriota não é apenas ser ufanista durante esse esporte, mas também, servir, amar e valorizar a cultura, história e arte da sua nação. Assim, é válido salientar que, devido a um déficit no ensino desse conceito, o território brasileiro vive uma realidade em que há uma carência da valorização de suas qualidades e o uso de um falso a amor à pátria para justificar interesses próprios e não do coletivo. Dessa forma, é válido ir à raiz desse termo e discutir suas questões relacionadas.
Primeiramente, cabe destacar que, por muitas vezes, a concepção de patriotismo não é bem ensinada no Brasil. Deste modo, em consequência, isso acarreta em uma errônea associação de seu significado ao militarismo, a uma obrigatoriedade de apoiar determinados governos ou de saber todo o hino nacional e gera cidadãos que acreditam ser patriotas, mas que, na verdade, não condizem com esse conceito. Como mostrado pela ideia do “complexo de vira-lata”, criada pelo escritor Nelson Rodrigues, na qual diz que o brasileiro tende a desvalorizar seus aspectos nacionais, mas, em contrapartida, coloca acima tudo que é estrangeiro.
Destarte, em segunda análise, essa deturpação do que é o patriotismo também leva a uma negativa defesa de ideias individuais, acobertados por uma fictícia exaltação à pátria e que são usados para defender governos totalitários. Conforme foi exposto durante o período da Ditadura Militar, que trazia em suas propagandas dizeres como: “Brasil, ame-o ou deixe-o” e que serviam para reforçar um pensamento de que ao apoiar essa forma de governo, o indivíduo estaria demonstrando seu ufanismo, o que não não é verdade e que, por isso, foi amplamente resistido na época.
Portanto, diante dos aspectos expostos, é necessário que o Ministério da Educação proponha um projeto de lei que vise o ensino da verdadeira definição de patriotismo nas escolas públicas e privadas. Isso deverá ser feito por meio de aulas e projetos criados pelos próprios alunos e com o objetivo de despertar um maior amor ao seu país e promover um aumento do conhecimento sobre o assunto desde a educação básica. E, para que desse jeito, o Brasil venha a ser efetivamente como diz seu hino: “pátria amada” e com habitantes que o valorizam não só nas Copas do Mundo, mas também em todas as suas outras qualidades.