O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 13/08/2020
Com a proporção das mudanças de hábitos sociais derivada pela bipolarização do mundo após a corrida em prol do engajamento científico, ocorreu uma transmutação no cenário social que desaguou no aumento do patriotrismo quando se trata de política. Porém, apesar ter sido uma mudança gradual derivada desde o Brasil colonial, o hábito na modernidade pode trazer efeitos nocivos ao exercício da cidadania já que é por meio do ufanismo exacerbado que ocorrem os discursos de ódio e a falta de empatia em prol de tentar chegar a um consenso social quando o assunto é o bem estar humano. Assim, é necessário enxergar o patriotrismo não só como uma ferramenta de amor à nação, mas também como algo cuja a funcionalidade é mais ampla do que a representação, tornando-se um pilar de efeito manipulável e crucial para o avanço de atos bárbaros.
Não é de hoje que o nacionalismo vem sendo o assunto mais abordado no Brasil, desde o início da colonização, em 1500, o romantismo brasileiro surgiu com o intuito de aderir apaixonados ao senso comum de nação, tornando-o um movimento característico de exaltação da pátria. Assim, nos livros de José de Alencar é explícito que existe uma construção com base na fomentação de tais sentimentos, mas, se associado com os dias atuais, o patriotismo tão latente pode desaguar em situações de discursos de ódio. Com base nisso, é explícito que na Era da tecnologia, as opiniões formadas parecem ser mais intrínsecas ao humano e trazem como um efeito inconsequente ao modo no qual as pessoas vem agindo, seja através da força física ou as agressões verbais no meio das redes sociais.
No entanto, apesar desse fato ser um pilar que sustenta o patriotrismo brasileiro, não é apenas esse efeito que existe quando se analisa de uma forma mais ampla. Já que o modo ufanista vem cada vez mais sendo associado à uma linha de política de extrema direita, sendo isso, um péssimo hábito a ser disseminado já que patriotas não derivam da abordagem de uma visão política, mas sim, de um sentimento de nação como parte do território integrado. Tal fato pode ser visto em “Triste fim de Policarpo Quaresma” cujo autor, Lima Barreto faz uma alusão ao modo de vida exagerado pelo amor a pátria, servindo dessa maneira de analogia para que o público entenda que aquilo é algo prejudicial e pode ser um sentimento alienado se não tiver um senso crítico para mediar tais relações.
Para que o patriotrismo não seja exacerbado e prejudicial ao ambiente social, é fundamental que as Instituições de Ensino formem um cidadão capaz de gerir seu senso crítico a partir de debates e aulas didáticas. Além disso, é necessário que a sociedade como um todo entenda que o meio virtual é algo em prol de contribuir para o conhecimento e não um palco para discussões que geram o ódio ao oposto, para que assim, as situações desgastantes sejam reduzidas em prol de um bem estar virtual.