O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Consoante ao empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente ao escasso patriotismo nacional, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, além do processo de “americanização”, a injustiça secular centrada em ineficiências governamentais fomenta a permanência da problemática, o que inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim contemporânea. Destarte, pontua-se que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, bem como o máximo desenvolvimento racional foi atingido. No entanto, mesmo com o avanço intelectual vivenciado, uma incontrovertível dualidade é produzida, visto que significativa parcela populacional inferioriza a nação canarinha diante das potências mundiais. Tal nefasto cenário é demarcado por majoritária influência estadunidense no modo de vida brasileiro, o que evidencia o culto voltado ao “american way of life”. Essa idolatria é resultante do processo de Globalização, que, além da conexão global, provocou uma homogenização social. Nesse contexto, ocorreu a “americanização” nacional, o que inviabiliza a consolidação do sentimento patriótico e da identidade cultural. Outrossim, a questão do patriotismo “raso” também focaliza a ineficiência governamental quanto ao exercício dos seus deveres. Dessa forma, há uma indubitável retificação da Constituição Cidadã, promulgada em 1988 e vigente na contemporaneidade brasileira, já que o acesso à educação, de modo qualitativo, não é assegurado na prática. Nesse viés, a teoria da Educação Bancária, proposta pelo pedagogo Paulo Freire, é ratificada, tendo em vista que o sistema educativo perpetuante somente deposita informações no discente. Assim sendo, o estímulo à criticidade é diminuto e, por conseguinte, são formados indivíduos desconhecedores da prática cidadã, visto que aceitam a deletéria configuração social na ausência de questionamentos. Logo, medidas são vitais à dissolução do escasso patriotismo canarinho. A princípio, é imperioso que o Ministério da Educação, mediante a promoção de palestras televisionadas e ministradas por antropólogos, conscientize a população sobre os malefícios gerados pela idolatria exacerbada dirigida à cultura estadunidense, a fim de que o Brasil seja valorizado. Ademais, o Estado, por meio da realização de cursos periódicos destinados aos profissionais da educação, deve qualificar a metologia de ensino e torná-la mais didática, para que cidadãos conscientes sejam formados e, assim, o progresso, idealizado por Thomas Edison, seja, finalmente, atingido.