O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 01/09/2020

No Brasil, na década de 30, a politica estava sendo liderada pelo ditador Getúlio Vargas, que com a necessidade de criar uma identidade para o pais, o qual sofria com a falta de patriotismo, arbitrariamente fez do samba, do futebol e da capoeira símbolos nacionais. Atualmente, mesmo sendo presentes, esses símbolos não são capazes de ascender o patriotismo no país. No entanto, patriotismo pode influenciar os cidadãos a prezar pela coisa pública e participar da política brasileira. Sendo assim, cabe aos governos regionais e às escolas enfrentarem esse problema.

Ademais, com a identificação de uma pessoa com o seu Estado, ela tem mais respeito pelo que ele oferece. Contudo, a continentalidade do país dificulta a identificação de todos os indivíduos com uma mesma cultura, pois existem muitos modelos dela por toda a extensão do Brasil. A exemplo desses modelos: na região sul as festas locais têm muita inspiração nas comemorações alemãs, porém na região norte as festas, o folclore e as comidas têm descendência indígena. Por essa diferença de costumes a população não se identifica mais com o Estado, que insiste em formas de patriotismo engessadas, como futebol e carnaval, levando-a a não se ver como parte dele e por consequência não o respeitar.

Não obstante, com o patriotismo presente nos cidadãos a participação politica do povo aumenta.  No entanto no Brasil o povo não não faz parte da história, porque essa sempre foi feita pela elite do pais. Essa falta de participação foi presente em 1822, quando foi declarada a independência do Brasil, o movimento foi por parte da elite portuguesa presente no país: quem a declarou foi o então príncipe português  Pedro de Alcântara, e quem assinou o decreto foi a austríaca Maria Leopoldina, sua esposa. Sendo assim, por essa falta de participação na historia do próprio país, os cidadãos não se importam com a politica, não se impondo contra injustiças nessa área.

Portanto, é evidente que o patriotismo é uma parte importante de toda cultura e que no Brasil não é presente. Sendo assim, cabe aos governos estaduais e municipais valorizarem a cultura local, por meio de comemorações e festivais que simbolizem os costumes locais, como o São João, festa valorizada no nordeste mas que não tem a mesma força no sudeste. Essa valorização para que as pessoas se identifiquem com o governo e respeitem a coisa publica. Além disso, cabe  as escolas incentivem o senso crítico de seus alunos, por meio de clubes e aulas de debate de assuntos diversos. Esse incentivo para que assim os futuros cidadãos tenham pensamento crítico e saibam discutir política e participar dela, e de forma conjunta o patriotismo dos indivíduos cresce.  Desse modo, o brasileiro não vai precisar de formas arbitrarias de patriotismo e sim cultivar seus próprios orgulhos do país.