O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 14/09/2020
Após a ditadura militar, ocorreu em nossa sociedade um movimento para abolir a expressão do nacionalismo e desvincular os símbolos nacionais do exercício da cidadania, essa ação ajudou a diminuir o sentimento patriota dos Brasileiros. Hoje em dia, basicamente só em temporada de Copa do Mundo, o orgulho de exibir o verde-azul-amarelo vivos de nossa flâmula ganha os corpos, as mentes e os corações da brava gente brasileira.
Ademais, a letra do hino nacional é conhecida e cantada corretamente por pequena parcela da população. O governo também aboliu do calendário nacional a data comemorativa do Dia da Bandeira e nas escolas, do ensino fundamental ao superior, ninguém mais fala do significado e importância dos símbolos nacionais. Há repartições públicas que nem mesmo hasteiam a bandeira nacional e outras instituições privadas que o fazem, mas às vezes exibem, de forma inconsciente, mas desrespeitosa, bandeiras desbotadas pela ação do tempo.
Outrossim, essa ausência de valores é observada na ação iconoclasta de instituições públicas, na corrupção gerada pela política, na ausência de uma educação moralmente identificada, na falta de méritos na atividade privada e na falência cultural da sociedade. Assim, é preciso restabelecer os conceitos mais básicos sobre os valores que identificam a nação, a pátria, a soberania e a cidadania, para, então, identificar o que há de errado em nosso país. Até porque um país ruim, não merece cidadãos patriotas.
Concluímos que, o patriotismo não é para ser imposto, mas sim conquistado pelas pessoas por meio de uma qualidade melhor em seu próprio país, para no mínimo adquirirem uma vida digna, então cabe ao governo atender adequadamente as necessidades de sua população, e o ensino fundamental deveria trabalhar nas crianças os valores de cidadania, que são cruciais para uma boa atuação em sociedade e para criar laços de amor pela nossa pátria. Entretanto, para alcançar o patriotismo de grande parte da população brasileira, quem tem que mudar primeiro é o governo.