O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 01/10/2020

Consoante aos dizeres do poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado” a “síndrome de vira-lata” do povo brasileiro não é um problema atual. Haja vista que desde o Brasil colônia essa vicissitude é uma realidade. De mesmo modo, na contemporaneidade, verifica-se a persistência da falta de identificação com a pátria, seja por desconhecimento do próprio pais ou pela frequente associação que é feita entre amar o governo e os elementos culturais essencialmente brasileiros.

Primordialmente, é evidente que o poder público falha ao cumprir seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribui para a permanência da ausência de patriotismo entre os brasileiros. No entanto, de acordo com a constituição, é dever do Estado garantir a todos os cidadãos o pleno exercício dos direitos culturais. Tal fato demonstra-se como uma grande incoerência, já que por mais que sejam sustentados em teoria, não são realizados na prática.

Faz-se mister, ainda, destacar que, patriotismo diferentemente de nacionalismo, não significa amar o Estado, mas sim o conjunto de elementos culturais e sociais próprios de um país. Nesse sentido, Steve Rogers, nos filmes do Capitão América, exemplifica perfeitamente o conceito de cidadão patriota, pois por mais que ele ame seu país, sempre lutando pela segurança e justiça, ele não se submete ao governo, conforme em “Era de Ultron” que ele lutou contra medidas ultranacionalistas da SHIELD durante a longa-metragem. Infere-se, portanto, que por mais que o individuo não goste de seus líderes governamentais, ele deve cultuar os mais diversos aspectos referentes a sua nação.

Em síntese, torna-se evidente a necessidade de medidas que resolvam a incógnita. Assim sendo, é preciso que a mídia, promova comerciais de abrangência nacional em diversas fontes diferentes, como por exemplo, TV, jornais e redes sociais, visando mostrar para a população as riquezas culturais do país e assim, conscientizar a respeito de patriotismo. Somente dessa forma, a sociedade não será mais um museu de grandes novidades.