O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 19/09/2020

O defensor da história brasileira

Em seu livro ‘’Triste fim de Policarpo Quaresma’’, o autor Lima Barreto revela, através do protagonista Quaresma, a existência do patriota defensor da história cultural do Brasil. Nesse sentido, a obra retrata o ufanismo que, na atual conjuntura da sociedade, é colocado de lado no imaginário humano por intermédio da educação, e as mais diversas instituições. Em vista disso, tanto o governo brasileiro, quanto as mídias atuais moldam da personalidade cultural e deixam de fortalecer a identidade patriótica da nação.

Cabe salientar, a princípio, que o insuficiente amparo do governo brasileiro desvia os ideais republicanos do Hino Nacional, os quais são vitais para construção de uma população patriota. Paralelo ao exposto, conforme o escritor Gilberto Dimenstein— em seu livro ‘’O Cidadão de Papel’’ —, um sujeito, por falta de conhecimento, pouco conhece dos direitos que possui, daí reproduz a problemática da desigualdade e seus ecos no corpo social. Como resultado, o indivíduo renega e se desprende das convicções ufanistas, posto que não os reconhecem como fomentadores da sua cidadania.

Além disso, a mídia induz as famílias e as várias instâncias da sociedade a aceitarem de modo passivo as influências estrangeiras. Consoante o escritor Nelson Rodrigues, o Brasil possui o complexo de vira-lata. Análogo à isso, o sentimento de inferioridade implica na não valorização da cultura e dos insumos do país. Desse modo, o problema foi aprofundado pelo quarto poder, o qual lesou os interesses nacionais ao facilitar a absorção de costumes externos. Assim, o patriotismo é prejudicado pela falta de fortalecimento da identidade nacional.

Torna-se evidente, portanto, ao Poder Executivo brasileiro, tomar providência a superar o quadro atual. Para fortalecer a identidade do patriotismo no país, urge que o Ministério da Educação (MEC) resgate a dignidade patriótica através das instituições de ensino, desde o ensino básico, para formar uma geração que reivindique, com amor à pátria, as mudanças necessárias para dignificar a nação. Ademais, cabe também ao Ministério das Comunicações (MCom) lutar pela democratização das mídias vigentes. Isso deve ocorrer por meio do fomento aos sentimentos pátrios, de modo a fortificar o nacionalismo no corpo social. Destarte, o Brasil conseguirá trazer — à realidade — o patriota, defensor da história cultural do seu povo, eternizado por Barreto em sua obra ficcional.