O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 01/10/2020

Na obra “Alegoria da caverna”, do século IV a.c, o filosofo grego Platão propõe uma metáfora que exemplifica as crenças  que limitam o homem de evoluir. Nela, pontua-se o comodismo do homem frente ao seus óbices, restringindo sua capacidade de progredir. De maneira análoga, vê-se que o não patriotismo no brasil tem sido um empeço para o desenvolvimento do pais. Nessa logica cabe reconhecer, a hierarquia regional, bem como, a inferioridade existente na sociedade em relação aos países estrangeiros. Assim, tais fatores são determinantes para a problemática em questão.

Em uma primeira abordagem, destaca-se que a permanência de uma estratificação das regiões inviabiliza a integração da nação. A esse respeito, vale referenciar o governo de Juscelino Kubitschek,  que na politica “50 anos em 5”, em razão do caráter impensado do presidente, o brasil teve uma urbanização desigual, em que apenas algumas regiões foram priorizadas, gerando uma divisão no sentimento do brasil como nação. Nessa perspectiva, cabe salientar que alguns brasileiros por conta terem sido menos favorecidos nessa cisão, possuem dificuldade em se sentir da pátria. O que urge mitigação.

Em uma análise mais aprofundada, observa-se que há uma grade desonra da sociedade com os valores patriarcais do Brasil. Nesse panorama , tem-se a expressão “complexo vira-lata " citada pelo escritor e jornalista Nelson Rodrigues, metáfora utilizada para esclarecer tal inferioridade sentida pelos brasileiros em recensão a outros povos. Exemplificando tal conjuntura, segundo a revista “BBC News” apenas 4% dos brasileiros se definem como latino-americanos, diante de uma média de 43% em outros seis países latinos, o que confirma o estrangeirismo exacerbado presente no pais. Assim são urgentes ações que rompam com o quadro vigente.

Depreende-se, portanto, que o homem abandone a caverna usada como metáfora por Platão e explore um novo mundo de possibilidades libertadoras. Dessa forma, o Governo - principal órgão detentor de poder público - em parceria com o Poder Midiático, deve promover campanhas e palestras por meios de recursos tecnológicos, com o intuito de reiterar e unificar as crenças e atitudes patriotas das regiões. Ademais, o  CNE - Conselho Nacional de Educação - juntamente com o MEC - Ministério da educação - deve elaborar projetos para uma restruturação e criações de métodos educacionais, inserindo aulas e palestras  culturais no intuito de erradicar o estrangeirismo e valorizar a riquezas nacionais. Com a efetiva prática dessas medidas, esse problema há de ser atenuado.