O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 20/09/2020

A Problemática do Patriotismo Patológico

A Constituição Federal de 1988 tem, como um de seus princípios, a soberania nacional da República. Sob essa perspectiva, tem-se que o patriotismo é, em última análise, incentivado pelo ordenamento jurídico brasileiro. Contudo, a valorização excessiva de símbolos nacionais como a Bandeira, os Ministérios e o Exército podem deturpar o sentimento patriota do coletivo brasileiro, evoluindo-o para um idealismo integralista, fascista e xenofóbico. Portanto, medidas devem ser tomadas para que o ultranacionalismo, definido como um patriotismo patológico, não ocupe o pensamento dos cidadãos.

A Segunda Guerra Mundial, incentivada principalmente pelas políticas imperialistas da Alemanha Nazista, foi causada, de certo modo, pelo nacionalismo excessivo dos países do Eixo. Dessa forma, tem-se que o fomento ao patriotismo nem sempre teve bons resultados na história. Outro importante exemplo é o dos japoneses que, na guerra, usavam os soldados denominados “kamikazes” como armas vivas, literalmente. Com isso, fica evidente os riscos para a humanidade que sentimentos coletivistas extremos possuem.

Além disso, sob um viés marxista, a população constitui o verdadeiro sujeito histórico capaz de mudar o rumo das nações e do planeta. Desse modo, fica evidente a responsabilidade coletiva de atos terroristas praticados na guerra dos Aliados contra o Eixo. Isso porque tais acontecimentos tiveram apoio de uma parcela expressiva da população, especialmente na Alemanha Hitlerista que praticou, entre outras coisas, o Holocausto Judeu.  Isso posto, fica claro que os Governos e as associações de países devem tomar cuidado com o discurso  demasiado patriótico.

Diante dessa breve análise, faz-se necessário que, no contexto brasileiro, ações sejam tomadas para evitar o patriotismo patológico. Para isso, o Ministério de Defesa, juntamente com o Exército Brasileiro, pode, por meio de campanhas publicitárias, mostrar para os indivíduos que a humanidade é sempre mais importante dos que as fronteiras. Essas campanhas podem ser palestradas por especialistas em História e Relações Internacionais, pois essas pessoas estudaram como os conflitos  nacionalistas causados pelo patriotismo patológico são prejudiciais para o mundo como um todo.  Ademais, todos os países devem observar e seguir com rigor a Declaração dos Direitos Humanos. Porque os cidadãos são, antes de brasileiros, alemães ou japoneses, humanos dotados de personalidade única.