O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 21/09/2020

De 1500 até 1822 o Brasil se encontrava no período colonial. Nesse contexto, várias revoltas nativistas ocorreram com o intuíto de melhorar a vida dos colonos. No entanto, é importante destacar que a maioria dessas revoltas foram movidas por sentimentos regionais. Nesse sentido a questão do patriotismo no Brasil é, históricamente, recente e ainda está em desenvolvimento. Portanto, é preciso destacar o importante papel do governo na construção desse sentimento e, ainda, os perigos que o patriotismo em demásia pode oferecer.

Primeiramente, para crescer o sentimento de pertencimento a uma nação é necessário que o cidadão se sinta acolhido por ela. Sendo assim, a fome, o desemprego, a falta de moradia e outros, são agravantes para que os indivíduos não se sintam pentencentes ao país. No Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, existem mais de 220 mil pessoas em situação de rua. Desse modo, é criada uma barreira para que os brasileiros chamem de lar o país em que eles nem se quer possuem uma casa.

Além disso, fatores problemáticos, como a xenofobia, surgem do patriotismo em situações extremas. Em adição, é válido relembrar um episódio de 2018 ocorrido em território nacional, onde, brasileiros, após destruirem abrigos de venezuelanos, os expulsam do território cantando o hino nacional brasileiro. De acordo com J.J. Rousseau, fiósofo, os frutos  são de todos e a terra de niguém. Sendo assim, é importante salientar que o homem pertence a terra e não a terra ao homem.

Enfim, para que um patriotismo saudável cresça no Brasil é preciso que o governo vigente crie políticas públicas voltadas aos sem tetos, como abrigos que forneçam educação e acompanhamento médico, além de cursos profissionalizantes gratuítos para todos de baixa renda, afim de que todos os cidadãos possam construir um vida digna e, desse modo, amar o  país. Não menos importante, é necessária a proteção aos imigrantes para que os mesmos se sintam igualmente acolhidos e pertencentes.