O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 21/09/2020

República é o governo regente no Brasil, em que o povo é soberano, enfatizando o carácter coletivo dessa forma de poder . Entretanto, o cerne da República, isto é, a coletividade, mostra- se desgarrada do patriotismo. Nesse viés, tanto a exacerbada individualidade como o insuficiente amparo Estatal são antagonistas ao amor à pátria.

Em primeiro plano, cabe salientar que para o sociólogo Émile Durkheim a sociedade é como um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse  organismo não trabalhe individualmente, sendo igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos, o que afirmaria o patriotismo no Brasil.

Além disso, nota-se o desvio dos ideais republicanos que estão na Constituição Federal, os quais são imprescindíveis na construção de uma população patriota. Nessa lógica, a efetivação deficiente da cidadania dissertada pelo escritor Gilberto Dimenstein-em seu livro “O cidadão de Papel”- gera a problemática da desigualdade e seus ecos comunitários. Como resultado, o indivíduo desacredita e se desvincula dos sentimentos pátrios, porquanto não o reconhece como promotor de seus direitos, tampouco efetuador.

Dessa forma, urge que o Poder Executivo, na forma dos Ministérios, atue no fomento aos sentimentos pátrios, a fim de fortificar a noção unitária de uma comunidade. Tal ação se efetivaria mediante concretização da cidadania, de modo a promover direitos como saúde, moradia e educação, além de estimular a responsabilidade, bem como união dos civis desde a educação básica. Destarte, o Brasil conseguirá resgatar a noção de República fidedignamente.