O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 27/09/2020

Ao afirmar em sua célebre canção “Que o tempo não para”, o poeta Cazuza faz de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato ele estava certo, pois a lacuna patriotista brasileira não é um problema atual, ela persiste desde o período da Semana de Arte Moderna, em que surgiu com o intuito de romper os padrões eurocêntricos e eclodir a cultura literatura brasileira, porém não obteve sucesso relevante. Assim, faz-se necessário analisar tal cenário a fim de atenuá-lo.

A princípio é relevante pontuar a supervalorização cultural de outras nações, em destaque o EUA, uma vez que o brasileiro coloca aspectos próprio do país em segundo plano, ferindo dessa forma o patriotismo. De acordo com o escritor Nelson Rodrigues, o brasileiro se coloca em um complexo vira-lata, em que assume o posto de inferioridade ao restante do mundo. Diante do exposto, é inadmissível a corpo social de uma nação não reconhecer a exuberância cultural de uma nação.

Faz-se mister ainda salientar o fato de escolas não incentivaram e recusarem em aprofundamento histórico e cultural sobre o Brasil. Análogo a isso, associa-se o pensamento de Luís Bonould “A cultura forma sábios, a educação os homens sábios”. Com isso cabe ao estado proporcionar uma política educativa com o eixo voltado ao patriotismo.

Portanto, políticas socioeducativas são necessárias para amenizar o quadro caótico. Logo cabe ao Ministério da Educação desenvolver propagandas, por meio de verbas governamentais, na mídia televisa e virtual em que mostrem a exuberância na natureza, gastronomia e música brasileira. Ademais escolas devem ofertar ensino didáticos culturas aos alunos com excursão á museus, centros e cidades patrimoniais brasileiras, dessa forma espera-se uma sociedade mais patriota. Somente assim esse impasse será gradativamente erradicado e “O tempo irá parar” assim como propôs Cazuza.