O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 29/09/2020

“Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!”, diz o hino brasileiro escrito por Francisco Manuel da Silva, que, embora tenha belas palavras, não representa o sentimento de muitos cidadãos da nação ultimamente. Essa falta do patriotismo -identificação com os valores do país- vem sendo observada tanto na falência cultural quanto na educação ineficaz.

A priori, o mundo que viveu a Belle Époque, no final do século XIX, se caracterizou por um progresso tecnocientífico ocidental marcado pela cultura cosmopolita gerou a sociedade contemporânea globalizada. Dessa forma, o individuo tem acesso a conteúdos de todo o mundo, dentre eles a cultura de outros países e até mesmo digital (onde a própria internet estabelece costumes e hábitos de interação). Convém lembrar que tais costumes seguem o padrão de países considerados potências, onde Republica Federativa Brasileira não se encaixa, logo, não recebe atenção de seus cidadãos.

Em segunda análise, a problemática se agrava quando o sistema de educação não acompanha o processo das interações atuais. De acordo com Immanuel Kant, filósofo, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nesse viés, é possível observar que o ensino das escolas brasileiras não formam alunos patriotas, isso porque as mesmas não têm infraestrutura suficiente para fornecer um espaço que seja confortável para o aprendizado, entregando apenas o que é necessário -ou seja, o que é cobrado pela grade curricular- mas nem sempre útil para o jovem sem identificação com a nação.

Diante do exposto, se torna necessário, a parceria entre o Ministério da Educação e o da Cidadania, uma promoção de projetos que incentivem o consumo da cultura nacional, e também a transformação desses locais de consumo, com o alvo principal nas escolas, pois as mesmas são a principal fonte de ensino que o Estado pode fornecer. Dessa forma, entre outras mil, será o Brasil a patria amada.