O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 23/09/2020
A obra “O grito “,do pintor norueguês Edvard Munch, retrata uma figura em um profundo momento de desprezo e preocupação. De maneira análoga à obra expressionista ,tal situação de desconforto também se faz presente no atual cenário brasileiro, já que parte do tecido social sofre com o patriotismo em questão no Brasil. Nesse sentido, é lícito afirmar que a negligência governamental e omissão cultural contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Sob esse viés, convém analisar de maneira a postura dos governantes influencia o entrave. A filósofa alemã Hannah Arendt , “A Banalidade do Mal”, refletia sobre o processo de massificação da sociedade, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais ,tornando-se alucinadores e aceitando situações sem questionar. Em consequência, a sociedade preocupa-se em buscar os seus próprios em detrimento aos interesses coletivos o que reverberar em um estado de apatia ao desenvolvimento social e à pátria.
Outrossim, a desarticulação recorrente das instituições de segurança do país agrava tal quadro. Conforme o sociólogo alemão Dahrendorf, no livro " A lei e a ordem”, a anomia é a condição social em que as normas reguladoras do comportamento das pessoas perdem sua validade. Como resultado ,o indivíduo desacredita e se desacredita e se desvincula dos sentimentos pátrios ,porquanto não o reconhece como promotor de seus direitos, tampouco efetuador.
Verifica-se, então, a necessidade de medidas para atenuar essa problemática. Sendo assim, o Ministério Cultural, atue no fomento aos sentimentos pátrios, a fim de fortificar a noção unitária de uma comunidade. Tal ação se efetivaria mediante concretização da cidadania, de modo a promover direitos como saúde, moradia e educação, além de estimular a responsabilidade, bem como união dos civis desde a educação básica. Destarte, o Brasil conseguirá resgatar a noção de República fidedignamente.