O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 25/09/2020
É de conhecimento geral o fato de que o patriotismo é um sentimento relacionado ao amor pela pátria a qual o indivíduo pertence. Tal afeição, geralmente, tende a promover um avanço para a nação em questão, já que os cidadãos estarão mais dispostos a lutar e trabalhar para garantir um desenvolvimento geral do país, independentemente de ideologias políticas, como diria o escritor estadunidense Edward Abbey: “Um patriota deve sempre estar pronto para defender seu país contra seu governo”. A falta de patriotismo, em contrapartida, tende a levar o país ao subdesenvolvimento.
No Brasil, infelizmente, há uma onda antipatriótica que vem rondando a sociedade há diversos anos, segundo o instituto Datafolha, se pudessem, 43% dos adultos brasileiros emigrariam do país para morar no exterior. Isso se dá graças ao contínuo descaso do governo em relação a âmbitos essenciais, como saúde, educação, planejamento urbano e segurança, o que reduz a qualidade de vida da população, isso é comprovado no Índice de Desenvolvimento Humano, em que o Brasil aparece no ranking na 79° posição.
Estes números de simpatizantes à emigração brasileira acaba por gerar uma espécie de loop que impede o desenvolvimento nacional. Se por um lado, o governo se mantém em situação de indiferença quanto aos problemas sociais, por outro, a população, tomada pela falta de patriotismo, tende a pensar que nada é capaz de mudar a realidade e isto acaba influenciando negativamente nas suas tomadas de decisões na hora das eleições, más escolhas elegem novos governantes que pouco se interessam a respeito de mudanças que garantam uma melhor qualidade de vida.
Conclui-se, então, que é necessário mudanças tanto na população quanto no governo federal, que, através do Ministério da Educação, deve fornecer aos cidadãos uma educação patriótica, desde suas idades mais tenras, voltadas para o amor aos símbolos nacionais e a história brasileira, formando um povo com amor a pátria, que sejam capazes de lutar por uma nação mais justa e desenvolvida, seja nas urnas, elegendo governos socialmente responsáveis ou no próprio comportamento dos brasileiros, que devem se sentir bem para trabalhar e gerar riquezas para o Brasil, e não para países estrangeiros.