O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 25/09/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à livre expressão e ao bem-estar social. No Brasil, entretanto, essa liberdade aparentemente possui seu significado alterado, pois, boa parcela da população utiliza o patriotismo como forma de mascarar sua intolerância. Sendo assim, é imprescindível a discussão sobre tal cenário.

Primeiramente, configura-se como patriotismo o ato de grande devoção à pátria. Isso, a primeiro momento, parece haver apenas qualidades, mas, ao observar de maneira mais profunda nota-se que há também graves defeitos. Nessa perspectiva, é necessário saber avaliar até que ponto o patriotismo é realmente apenas defender seus ideais em busca da proteção nacional e quando isso passa a afligir as liberdades, os direitos e as opiniões alheias, porque, aliás, Adolf Hitler era um grande patriota, porém, não soube realizar tal análise.

Além disso, o patriotismo é tratado há vários anos como um assunto muito importante. Nesse sentido, o filósofo iluminista do século XVIII, Jean-Jacques Rousseau, em sua obra “O Contrato Social” defendia que a sociedade deve ser equilibradamente patriota para que haja uma nação bem desenvolvida e harmônica, conquanto, o exagero pode destruí-la mais rápido que sua formação.

Com isso, percebe-se que urgem medidas que mitiguem esse sério problema. Assim, cabe ao Ministério da Educação reeducar os jovens no que se refere ao discernimento entre patriotismo e imposição, por meio de campanhas socioeducativas, realizadas em instituições de ensino público e privado, para que, dessa maneira, cresçam e se tornem adultos que defendam seu país, mas que respeite a opinião política, sexual e todos os outros direitos constitucionais do próximo.