O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 26/09/2020
No livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, do autor Lima Barreto, o personagem principal é um adimirador do que é produzido em território brasileiro -língua, cultura-, no entanto é julgado como mentalmente insano por conta disso. Nessa perspectiva, entretanto, o amor que o protagonista da obra possui é pouco expressivo entre os moradores da nação verde-amarela, o que gera a questão triste da falta de patriotismo. Assim, dois tópicos devem ser debatidos: o pouco interesse dos mais jovens e a polarização política. Dessa forma, medidas interventivas devem ser aplicadas, a fim de promover uma maior empatia pelo Brasil.
A priori, o ser humano tende a ter desinteresse a medida que não se identifica com a situação vivida. Nesse sentido, adolecentes e jovens adultos -geralmente- pouco discutem em grupos sociais a respeito do apreço ao Brasil, ao alegarem que são discussões pouco prazerosas e ineficientes para o bem geral. Esse nefasto panorama é fruto da má representação do país que é apresentado pela sociedade à esses indivíduos, a exemplo da triste corrupção política, a qual desanima muitas pessoas e a falsa crença de que a música europeia é melhor que a brasileira. Dessa maneira, é necessário combater tal indiferença por meio da educação e por conseguinte, sintetizar amantes da nação verde-amarela. Com isso, a frase de Aristóteles deve servir como motivação “As raízes da educação são amargas, mas os frutos doces”: é preciso ter disciplina.
Por outro lado, a ânsia por ser acolhido em um grupo é prioridade de muitos indivíduos, alguns utilizam do radicalismo político para se sentirem incluídos. Nesse contexto, se tais pessoas são confrontadas ou se percebem próximas a serem refutadas em discussões, não raro emitem “Fake News” para “justificar” sua opinião e se manter em uma postura confortável ou optam pela violência. Em paralelo a isso, a Guerra Fria se assemelha a situação em pauta, pois fanáticos capitalistas e comunistas possuiam embates parecidos aos que ocorrem na contemporaneidade brasileira: desrespeito e intolerância. Essa triste realidade ,do século XXI, é proveniente de cidadãos muito egocêntricos, dessa forma há pouco ou nenhum comprometimento com o Brasil em si. Diante disso, cabe ao Estado punir quem infringir a lei.
Em suma, o país verde-amarelo possui pouco patriotismo. Por isso o MEC (Ministério da Educação e Cultura) deve promover palestras a respeito da diversidade cultural e do potencial econômico em praças públicas, por intermédio de profissionais qualificados -professores, economistas-. Em síntese, essas ações têm a finalidade de gerar mais amor pelo Brasil: maior esperança, noção realista das capacidades, vontade de prestigiar o positivo e ânsia de melhorar os pontos negativos.