O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 28/09/2020

´´Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o importante é modificá-lo´´. O argumento de Marx leva ao pensamento de que é preciso transformar o mundo. Nessa perspectiva, ao se discutir sobre o patriotismo em questão no Brasil, o ponto fundamental é: o meio pedagógico tem participação decisiva na implementação dos valores culturais à população, seja para repassá-los, seja para ressignificá-los. No entanto, o que se observa é a necessidade de aumentar a atuação do Estado frente à motivação aos cidadãos em enaltecer a pátria como riqueza, além da própria vontade do povo brasileiro em se interessar avançar nesse processo.

Dentro desse contexto, destaca-se a ideia de que essa característica de vangloriar outros costumes em detrimento das práticas interiores é enraizado pelo período Imperial - durante o século XIX- uma vez que a influência burguesa, aliada aos comportamentos franceses obtidos como centrais, conduziram para a elitização dos hábitos europeus e para a periferização dos padrões brasileiros preestabelecidos na época. Ademais, a visão etnocêntrica dos comandantes provam o sentimento de repúdio no que tange à relevância do conteúdo do país. Com isso, fica evidente o dever do Governo em retomar a relação pátria-indivíduo e provocar a sensação de identificação com a terra natal.

Antes de lançar avaliação precipitada sobre o assunto, é preciso mencionar em contrapartida que, em função do descaso do meio social com a nação, há a notabilidade da divulgação dos patrimônios culturais de origem, como forma de impulsionar o aparecimento do ufanismo nas gerações seguintes. Essa argumentação sustenta-se na ideia de que é preciso estimular o apego ao Brasil, com a intenção de não permitir os bens maiores serem omitidos definitivamente, como fez o autor Lima Barreto em ´´Triste fim de Policarpo Quaresma´´, em que o pré-modernista ajudou a expandir esse movimento conterrâneo, tanto no início do século XX, quanto na atualidade.

Portanto, é imperativo que o Ministério da Educação intensifique o aprendizado básico nas redes de ensino, abordando os atributos histórico-culturais existentes, com reformas nos materiais didáticos e nas aulas, de modo a introduzir esses princípios nativos aos estudantes e, assim, guiá-los a transmitir e a manter tais preciosidades. Outrossim, é imprescindível que a Mídia entre nesse projeto, a partir de postagens e de propagandas que mostrem esses artefatos simbólicos para a sociedade, instruindo-os acerca de tais aspectos, com o fito de mobilizar o público a despertar maior apreço e maior significância ao território. Contudo, é possível alterar-se-á o funcionamento do corpo social, como queria o sociólogo Karl Marx.