O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 29/09/2020

Sujeitos Ativos Transformadores da Sociedade

Crescemos como nação admirando “os outros” e não nos vendo como capazes de mudarmos. De certa forma, as instituições públicas e aqueles que elegemos perpetuam essa visão de sujeitos não transformadores da sociedade, apenas agindo em interesses próprios. Aprendemos então a admirar e a querer ser o outro, jamais pensando que todos podíamos ser esse outro como nação.

Então como mudar a mentalidade de mais de quinhentos anos de história e duzentos milhões de habitantes? Países que se desenvolveram após a Segunda Guerra Mundial, como a Coreia do Sul, nos dá a resposta: investir em educação. Uma educação que visa despertar no outro o senso crítico, o orgulho de nascer e pertencer à pátria, o sentimento de sujeito que transforma e serve ao país. Transformando aquilo e aqueles ao seu redor, pois assim atingirá uma escala continental como o Brasil é.

Uma educação cívica, não nos moldes militares ou nos moldes que vêm surgindo de ondas conservadoras após 2013, mas uma educação que os ensine que são os sujeitos ativos transformadores da nação através do exercício da cidadania.

Nossa geração, talvez nem as próximas, veja um patriotismo renascido e instaurado na sociedade, afinal problemas de longo tempo e mentalidade não será resolvido em questão de dias ou meses. Entretanto, se começarmos agora, conosco e com aqueles que dizemos ser o futuro da nação, colheremos os frutos como o funk: expressão cultural que surgiu nas periferias cariocas e tem conquistado o mundo. Pode não ser um exemplo que gostamos, mas pertence à nossa cultura e têm sido instrumentos de muitos no exercício da cidadania e de transformação e inclusão social como o trabalho feito pela Associação Liga do Funk. Entender isso, já nos ajuda a compreender e praticar o patriotismo.