O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 29/09/2020

Na obra literária, ‘‘Manifesto Antropofágico", de Oswald de Andrade, o autor estabelece a relevância do reconhecimento das raízes brasileiras e distancia-se de toda apregoação europeia que se difunde de maneira incansável sob a nação, tornando a imagem dessa turva e distorcida. Similarmente ao contexto do livro, pode-se compreender que a identidade nacional é de suma importância, ao ponto que corrobora para a unicidade e desenvolvimento de uma localidade. Embora, haja uma persistência intensificada de menosprezo instalada na concepção dos próprios cidadãos, impermeabilizando o autoconhecer das originalidades do território. Logo, convém decodificar e desmistificar a preponderância de conceitos que sedimentam a realidade e obscurecem o embasamento histórico.

Sob este prisma, vale salientar que no, século XIX, ocorria uma revolução denominada, Cabanagem, movimento popular em que visava a união popular para a redução das repressões políticas e o melhoramento das condições de vida. Desse modo, é perceptível que contextos em que há uma conexão entre povos oriundos de uma mesma região, engendra uma visão crível de lapidação nos âmbitos sociopolíticos, mas também, uma edificação simbólica que infere um sentimento de pertencimento e coesão. Vide, de maneira substancial que a unificação e desempenho conjuntural auxiliam na ascendência nacional e, por conseguinte, inviabiliza que haja uma reclusão em relação as matrizes que construíram, por meio de resistências a identidade nacional e cultural.

Em segunda análise, cabe ressaltar que as fragmentações contemporâneas são acarretadas devido a ideologias, na qual proporcionam posturas hostis e ilegítimas, transformando assim a sociedade em um meio discrepante, fragilizado e, hiperbolicamente, polarizado em seus extremos. Conforme, o filósofo francês, Lévi Strauss, afirma que a interpretação coerente do coletivo, por meio das forças que estruturam a sociedade é que determina as relações sociais. Diante disso, é evidente que um região é integralmente dependente de todos que a compõe. Em síntese, é essencial que o diálogo seja aplicado para compreensão de diferentes realidades e para uma reordenação, a fim de deflagrar empatia e o sentimentalismo de identificação.

Inegavelmente, há a ocorrência de comportamentos vis e reclusos diante da construção histórico-nacional. Urge que o Ministério da Educação, ministre projetos que amplifiquem o campo de visão dos brasileiros em relação a pátria, por meio de palestras e campanhas socioeducativas em locais públicos e de lazer com participações de sociólogos e historiadores, na qual busquem um debate coercitivo e inclusivo, demonstrando as conquistas culturais e resistências, a fim de erradicar os discursos alienados e aumentar o patriotismo na população.