O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 28/09/2020
As eleições brasileiras de 2018, foram marcadas por um forte descontentamento da população com seus governantes, o que foi visto em boa parte dos eleitores era um sentimento de resgate, de querer retomar o sentimento patriótico. Exemplo disso, foi o slogan do, até então candidato, Jair Messias Bolsonaro, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Ao abraçar essa campanha, o candidato Bolsonaro foi eleito, mas o enorme número de votos em branco e nulos, mostram que boa parte da sociedade não estava satisfeita e não era uma propaganda patriótica que iria mudar isso. Infelizmente, os altos índices de corrupção, desemprego e miséria contribuem para essa desilusão com o país, além de uma população que ao saber pouco sobre política e seus direitos, contribui para esse ciclo danoso.
Em primeiro lugar, o que se vê no Brasil é uma população passiva acerca da política. Desse modo, muitos não usam o seu voto como moeda de troca, cobrando promessas de campanha, simplesmente se esquecem da euforia das eleições e deixam os políticos livres para fazerem o que quiserem com o dinheiro dos impostos. De acordo com o escritor Lima Barreto, “O Brasil não tem povo, tem público”, ou seja, essa passividade do eleitorado, ao não cobrar o político eleito, permite que mais pessoas incapacitadas assumam o poder e quando erros são cometidos, é gerado um sentimento de descrédito pela sociedade.
Em segundo lugar, a população brasileira sabe muito pouco sobre política e seus direitos. Na teoria “Cidadão de papel”, do jornalista Gilberto Dimenstein, o indivíduo possui direitos no papel, mas não os possui na prática, seja por um desconhecimento ou porque a Constituição de 1988 não é cumprida. Corrobora para tal fato, a falta de ensino político nas escolas para os alunos do ensino médio, que estão próximos a se tornar eleitores e são fundamentais para o futuro do país.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve inserir aulas sobre política para as turmas do ensino médio, por meio de uma mudança na matriz curricular das escolas. As aulas devem ensinar sobre como funcionam os 3 poderes, a importância de cada político para a União e Estados, além de informar sobre direitos previstos na Constituição. Espera-se com essas medidas, a melhora do país, possibilitando a população ter mais amor e comprometimento com sua pátria.