O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 30/09/2020
No livro “Utopia”, de 1516, o filósofo Thomas Morus propõe uma sociedade ideal e perfeita. Nela pontua-se a ausência de adversidades e conflitos, modelo que inspira às civilizações ocidentais. Dessa forma, o patriotismo em questão distancia o Brasil desse lugar utópico. Nesse contexto, cabe reconhecer que a pouquidade de peripécia dos ícones patrióticos, bem como, a submissão em relação às nações estrangeiras, são fatores determinantes para a compreensão dessa problemática.
Diante desse cenário, cabe salientar que a falta de representatividade dos ícones patrióticos não é um problema hodierno, mas vem desde décadas anteriores. A esse respeito, vale referenciar o governo de Getúlio Vargas, em que houve confusão do sentimento patriótico nacional com o nacionalismo fascista, cultivado no período do Estado Novo getulista, sob inspiração do nazifascismo. Nessa perspectiva, a visão de que o patriotismo está ligado ao nacionalismo, que incentivou grandes guerras no século XX e ainda influencia as gerações no tempo presente. Tal problemática interfere diretamente com a falta de confiança em governos que se dizem patriotas, gerando um desconforto na população. O que urge mitigação.
Em uma segunda análise, destaca-se a docilidade as nações estrangeiras como fator que ganha força nessa discussão. Nesse panorama, é visto que o Brasileiro esta acostumado a sempre condecorar mais a cultura, a economia, a inteligência e a moral de outros países do que do próprio, tal sentimento é explicado pelo escritor Nelson Rodrigues como o “complexo do vira-lata”. Exemplificando tal conjuntura, tem-se a pesquisa feita pelo site BBC News, em que aponta que praticamente sete a cada dez (67%), o país está “em declínio”, isto é, tende a se tornar um lugar pior no futuro. Os brasileiros são os mais pessimistas dentre 24 países consultados pela pesquisa de opinião Beyond Populism. Tal pesquisa remete a esse sentimento descrito por Nelson Rodrigues, que revela a baixa autoestima do povo brasileiro frente a outros países, o que mostra a escassez de valorização da pátria. Portanto são necessárias ações que rompam com esse quadro vigente.
Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas que aproximem o Brasil desse lugar utópico proposto por Morus. Desse modo, o Governo, principal órgão detentor de poder, juntamente a Secretaria Especial de Comunicação Social, deve promover propagandas e publicações nas redes, visando trabalhar a confiança da população no governo atual, desmitificando os tempos passados. Outrossim, é mister que o Estado ligadamente a Secretaria de Educação, deve promover eventos culturais nas escolas, que tenham como objetivo valorizar o patriotismo, exaltando a cultura e mostrando a historia dos costumes brasileiros. E com a efetiva práticas dessas medidas esse óbice há de ser atenuado.