O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 30/09/2020
O personagem dos quadrinhos da Marvel, Capitão América, é destacado por ser um exímio patriota, que ama o seu país da mesma forma que a sua nação também o ama. Diferente do Capitão e seu mundo ficcional, a realidade a cerca do patriotismo no Brasil é desprovida desse sentimento de amor mútuo, vez que, a inabilidade do Estado em lidar com os problemas da fome/pobreza e a corrupção evidente, impede que uma parte dos brasileiros nutram tal sentimento.
Em primeiro lugar, é de se espantar de um país como o Brasil, que mantém grande parte de sua economia ligada ao agronegócio, ainda apresentar situações de fome e pobreza. Em relatório divulgado pelo site da ONU, afirma-se que, a curva da fome no Brasil voltou a crescer, cerca de cinco milhões de pessoas voltarão para a extrema pobreza e passarão fome, a partir desses dados, é dificultoso o brasileiro declarar amores ao seu país, já que, ao que parece, a reciproca não é verdadeira.
Outrossim, com o presente cenário conturbado da política e as revelações de esquemas de corrupção feitas por operações judiciais, que fortalecem mais o velho estigma de que os líderes da nação não pensam em outros além deles mesmos. Como diz Chateaubriand, “Depois da liberdade desaparecer, resta um país, mas já não há pátria”, isto confere ao sentimento de desolação do povo e provoca o ímpeto de que é o sistema contra o povo.
Portanto, é evidente que o Brasil não é um Estado que valoriza seu povo, e isso faz com que consequentemente as pessoas não criem confiança nem patriotismo. Dessa forma, é mister que o Ministério da Economia comece a fazer uma distribuição de uma porcentagem do que o agronegócio produz, ao os mais pobres, como medida de erradicação da pobreza e fome, de igual forma o Ministério da Justiça, e Câmara de Deputados Federais, por meio de assembleia extraordinária, planejem leis mais severas para quem comete crimes de corrupção, dessa maneira, o brasileiro sentira orgulho do seu país, a partir daí tornar-se-á patriota.