O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 01/10/2020

A primeira geração romântica no Brasil presava pela exaltação da sua natureza, história e cultura. Contudo, esse sentimento patriótico se esvaio nos dias hodiernos, como resultado de um individualismo crescente e de desvios dos ideais republicanos. Portanto, tem-se um cidadania lânguida que reflete um descaso social e nacional.

Primeiramente, convém destacar um afastamento do indivíduo do corpo social propiciado pela “modernidade líquida”. Essa teoria, do filosofo polonês Zymund Bauman, afirma que, na pós- modernidade, as constantes e imprevisíveis transformações sociais abalam o conceito de comunidade, os laços entre os indivíduos. Dessa forma, na pandemia do coronavírus, situações como festas clandestinas, entre outros modos de fuga da quarentena, se tornou uma notícia corriqueira, custando a vida dos mais frágeis.

Em segundo lugar, tem-se um país com falhas de infraestrutura, de educação e com um grande contingente populacional marginalizado. Sob esse viés, a república que em sua etimologia significa “coisa do povo”, no Brasil está destinada à poucos, tendo a segunda maior concentração de renda no mundo de acordo com o relatório da ONU. Logo, essa acentuada desigualdade social resulta na falta de identificação com o próprio país e por conseguinte um descaso com a pátria.

Destarte, a liquidez moderna, promotora do individualismo, somada à falta de ações estatais, em vista da desigualdade social, arruína o patriotismo brasileiro. Cabe ao Estado, por meio Ministério da Educação, promover a empatia nas escola com o intermédio de programas de ações sociais na grade curricular. Juntamente o Ministério da Economia, deve fazer uma reforma tributária, que reduza a taxação sobre o consumo e a amplie sobre a renda, em especial sobre as grandes fortunas. Assim, o ideal patriótico buscado pelo indianistas da primeira geração do Romantismo, entraria em curso novamente.