O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 30/09/2020
Surgiu, no século XVII, a Revolução Frances com o objetivo de ascender a burguesia. Por fim, esse período foi marcado pela contradição entre os Jacobinos (que por se sentarem ao lado esquerdo da assembleia, foram chamados de “esquerdistas”) e Girondinos (se localizavam à direita, sendo nomeados “direitistas”). Esta diferenciação partidária, instaurada pelo patriotismo descontrolado, por mais que não tenha sido criado na contemporaneidade, é continuamente visto na atual sociedade brasileira; fruto este, da falta de conhecimento acerca da opinião oposta, gerando, por consequência, o acumulo de patriotismos e preconceitos na sociedade. Nesse sentido, o que impede a resolução do problema é a ausência de ensino filosóficos nas escolas acerca de todos os tipos de conhecimento.
Primeiramente, é importante analisar as causas e consequências do impasse. A princípio, devido ao processo de colonização iniciado em 1500, o Brasil é palco de inúmeras etnias diferentes, sendo que cada uma, possui sua própria forma de expressão. Por certo, essa pluralidade não é compartilhada a todos os brasileiros, fazendo com que cada indivíduo tenha contato apenas com sua próprio pensamento; gera dessa forma, a repulsão sobre a convicção alheia e instaurando uma maior dificuldade em integrar todas as diferenças, perpetuando assim, a antipatia.
Seguidamente, vale ressaltar o que impede a resolução da problemática. Igualmente ao pensamento de Imannuel Kant, formado pelo princípio de não contradição entre premissa e sujeito, é possível analisar a situação do patriotismo. De tal forma que, o respeito as diferenças seria o sujeito na visão de Kant, o surgimento de uma nova classe que integre as desavenças, a premissa. Assim sendo, quando os intelectuais possuem uma lógica contrária (pensamento de que é necessário estudar cada variante individualmente invés de englobar todas em uma única escola) a verdade é violada, o que dificulta ainda mais a resolução do empecilho.
Portanto, é mister que o Estado tome as devidas atitudes para amenizar o problema. Urge assim, que o Ministério da Educação, órgão responsável pela administração educacional do Brasil, articule uma nova frente política no país. Por meio de uma reunião com os principais mestres e doutores em filosofia política de cada área do conhecimento, a fim de expor detalhadamente as variantes e articular uma nova frente que englobe todas essas diversidades em um único saber; esta que será estudada em todos os níveis de educação. Para que, dessa forma, cada cidadão tenha suas convicções respeitadas, indo a favor da lógica de Kant e acabando com o patriotismo desnecessário.