O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 15/10/2020

Sete de setembro, dia que marca a Independência do Brasil, é comemorado para enaltecer o país e fomentar o patriotismo. No entanto, notícias sobre corrupções governamentais, aliadas à desvalorização da cultura nacional, ferem esse sentimento. Logo, é preciso debater acerca desses problemas para estimular a identidade brasileira.

De início, destaca-se a desordem na esfera política. Nesse sentido, tem-se como exemplo a Operação Lava Jato, em que dois ex-presidentes - Lula e Dilma Rousseff - foram condenados por corrupção. Isso deprecia a imagem nacional, visto que duas figuras marcantes na história brasileira estavam envolvidas em esquemas criminosos. Por conseguinte, os cidadãos tendem a abandonar o patriotismo e, às vezes, sentem vergonha do próprio país, dado que sua administração governamental mostrou-se caótica.

Outrossim, vale mencionar a segregação dos hábitos nacionais. Perante a isso, ressalta-se o termo “indústria cultural” de Adorno e Horkheimer, cuja crítica remete à massificação da cultura, ou seja, o uso da arte como mero produto comercial. Isso, no cenário do patriotismo, é alarmante, já que esse fenômeno faz as tradições brasileiras serem mercadorias voltadas, unicamente, à apreciação estética, de modo a ignorar a história e o real valor delas. Tal panorama é observado, por exemplo, em fantasias que usam acessórios indígenas, a fim de aculturar-se desses objetos sem a intenção de valorizar suas heranças simbólicas.

Portanto, é necessário resolver essas questões para propiciar o patriotismo. Então, com o intuito de desenvolver a admiração da cultura brasileira, cabe às escolas - formadoras de cidadãos - ensinar o reconhecimento dos valores brasileiros, mediante a realização de eventos comemorativos que, de maneira educativa, discutam sobre o legado e a importância das tradições do Brasil, de forma a abandonar estereótipos e preconceitos sobre elas. Assim, o sentimento do sete de setembro será perpetuado.