O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 13/11/2020

O período da história do Brasil compreendido entre a chamada República Nova (precedida pela Revolução de 1930, de Getúlio Vargas) e o fim da ditadura militar em 1985 foi marcado por intensa polarização política, dividindo-a entre os autodeclarados conservadores e os liberais. Tal separação foi tão intensa que até mesmo hoje em dia a população encontra-se em constantes atritos quando se trata de eleição. Além disso, há ainda a quase ausência de incentivo governamental ao desenvolvimento de um sentimento unitário e patriota, o que torna impossível o surgimento, na nação brasileira, de um orgulho de pertencer ao próprio país.

A priori, é válido retomar a problemática do rodízio de partidos extremistas no controle do país. Esse fenômeno não é algo exclusivo do Brasil: após a Segunda Guerra Mundial, EUA e URSS iniciaram um processo que consistia na tentativa de provar que o seu modo de governo (capitalismo e socialismo, respectivamente) era o mais adequado para o mundo pós-guerra, chamado Guerra Fria. Isso contribuiu para aumentar ainda mais o medo do início de uma nova guerra.

A posteriori, traz-se à tona uma das atitudes do imperador da França Napoleão Bonaparte enquanto esteve no poder, no século XIX: a abertura do Museu do Louvre ao público. Não só conseguiu aumentar seu carisma com o povo como também instigou-os a reconhecer a importância e a grandeza de seu país, uma vez que expôs no local algumas relíquias das gerações passadas dos franceses.

Dessa forma, é imprescindível que o povo reconheça e exerça o grande poder que tem em suas mãos: o voto. Isso porque somente o utilizando de forma consciente será possível eleger políticos que realmente visem o avanço nacional conjunto, em detrimento de possíveis opiniões pessoais, impedindo o prolongamento da polarização iniciada há décadas. Além disso, é necessário que o Estado, na figura das secretarias regionais de educação, incentive a realização de projetos nas redes de ensino que instiguem em crianças e adolescentes o desenvolvimento de orgulho pela pátria, de modo a garantir que as futuras gerações exaltem a importância do Brasil não só como um território, mas como uma nação unificada.