O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 19/11/2020
Hoje, mesmo sem a ditadura, falar em civismo, patriotismo, nesse mundo globalizado, está cada vez mais complicado. O capitalismo dita a regras em nossa sociedade, e o nacionalismo vai ficando cada vez mais defasado. Além disso, a própria escola não se preocupa em mudar essa realidade. Um exemplo disso é o esporte, mais especificamente o futebol. Os atletas não jogam pelo seu time do coração, e sim pelo time que paga melhor. Hoje, vemos jogadores que vestem a camisa de seleções de outros países, em busca da estabilidade financeira que não conseguiram no país de origem. Além disso, nota-se o desvio dos ideais republicanos constituídos na Constituição Federal, os quais são imprescindíveis na construção de uma população patriota. Nessa lógica, a efetivação deficiente da cidadania dissertada pelo escritor Gilberto Dimenstein-em seu livro “O cidadão de Papel”- gera a problemática da desigualdade e seus ecos comunitários. Como resultado, o indivíduo desacredita e se desvincula dos sentimentos pátrios, porquanto não o reconhece como promotor de seus direitos, tampouco efetuador. Para tanto é essencial que a secretaria da cultura desmitifique a história brasileira, tirando de cena heróis fictícios com Tiradentes e valorizando os verdadeiros agentes históricos. A história brasileira tal como ela é precisa ser exposta e valorizada, a fim de conscientizar e começar a construção de um identidade nacional real. E como medida definitiva cabe ao ministério da Educação incluir na Base nacional comum curricular do ensino fundamental, o estudo dos agentes históricos brasileiros, para que as crianças criem laços com estes e assim com a própria história como fazem com os princípes e princesas dos contos infantis.