O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 26/11/2020
‘‘Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada’’. Tal trecho do hino nacional exalta o patriotismo. Entretanto, ele não é suficiente para incitar esse sentimento nos cidadãos. Isso porque existem problemas que dificultam esse nacionalismo. A Constituição Brasileira de 1988 estabelece o direito de participação de política dos cidadãos perante o Governo vigente. Apesar disso, o patriotismo exagerado relativiza e relevante a importância da atividade política das pessoas, acarretando, principalmente, na aceitação popular passiva perante as autoridades governamentais e, consequentemente, alienação populacional. Diante dessa perspectiva, a existência de uma hierarquia regional e submissão em relação às nações estrangeiras são desafios a serem superados.
Em primeira análise, a permanência de uma estratificação das regiões inviabiliza a integração da nação. Esse contexto desequilibrado pode ser observado desde a colonização do país, visto que o desenvolvimento do litoral, por ser a porta de entrada para os portugueses, foi priorizado. Nos dias atuais, por exemplo, o Sudeste ainda é economicamente privilegiado. Dessa forma, alguns brasileiros, por serem menos favorecidos, possuem dificuldades em se sentirem parte da pátria.
Além disso, a sobriedade nacional é debilitada devido à aceitação passiva de influências estrangeiras. Segundo o escritor Nelson Rodrigues, o Brasil possui um complexo de vira-lata. Tal sentimento de inferioridade implica na não valorização da cultura e dos produtos do país. Esse problema foi aprofundado pelo processo da globalização, o que facilitou a absorção de costumes externos. Assim, o patriotismo é prejudicado pela falta de reconhecimento de suas características.
Portanto, sabendo disso, se faz necessário que o Ministério da Cultura crie programas, como uma série de reportagens, que abarque todas as formas de ser brasileiro, divulgando nas regiões igualmente. Isso deve ocorrer por meio das mídias, televisivas e virtuais, com o intuito de promover a valorização do país. Ademais, o governo deve investir no desenvolvimento igualitário da nação, sendo que o Ministério da Cidadania associado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, deve, através dos Governos Municipais e Estaduais, disponibilizar nas bibliotecas públicas de todo o país, o acesso gratuito à internet, como forma de democratizar o conhecimento e evitar a alienação.