O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 29/11/2020

A exaltação cega e a devoção descontrolada de uma nação por seu país revelam a ignorância das pessoas sobre o patriotismo e sua verdadeira intenção de criar um sentimento de pertença e integração nacional. A Constituição de 1988 do Brasil garante aos cidadãos o direito à participação perante o governo atual. No entanto, o patriotismo exagerado relativiza e responsável a importância da atividade política do povo, prioridade, sobretudo, aceitação social passiva das ações do governo e, portanto, na alienação da população.

Em princípio, deve-se observar que a fluidez social atual também apoia o desempenho político dos requisitos. Neste contexto, convém notar que os dias atuais se liquefizeram, de modo que o sentido do bem comum também perdeu sua importância. Consequentemente, a sociedade se preocupa em buscar os seus em detrimento dos coletivos, que se refletem em um estado de apatia para com o desenvolvimento social e com a pátria.

Além disso, a inação da nação em relação às decisões tomadas pelas autoridades é uma consequência direta do patriotismo intensificado. Durante uma era Vargas no Brasil, uma ditadura altamente patriótica foi obtida no Estado Novo, que parou de anunciar para criar uma imagem carismática do presidente Getúlio Vargas e desviar a atenção do público de suas manobras políticas. Atualmente, apesar de ter saído do regime ditatorial, o governo brasileiro continua estagnado na valorização indisciplinada do país, um exemplo do lema “Deus acima de tudo, o Brasil primeiro”, que Jair Bolsonaro defendeu durante sua campanha presidencial. Note-se, então, que a estratégia de ludibriar a camada popular por meio do patriotismo é atemporal e funciona devido à aceitação popular, pois quando a nação acredita firmemente no governo,

Desta forma, é urgente que o Executivo, na forma de ministérios, atue para fomentar o sentimento nacional, para fortalecer um conceito unificado de comunidade. Tal ação se daria por meio da concretização da cidadania, da promoção de direitos como saúde, moradia e educação, além de estimular a responsabilização, e unir a população civil ao ensino fundamental. Dessa forma, o Brasil poderá resgatar com fidelidade a uma ideia da República.