O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 29/11/2020
O Brasil é um país com uma história recente. Já se passaram 518 anos desde sua descoberta e apenas 198 anos desde a independência. Este curto período histórico está cheio de heróis fictícios, cenas fictícias e tentativas frustradas de estabelecer a identidade nacional sob um pano de fundo idealizado. Quase não há espaço para figuras históricas reais, memórias populares e identificação de identidade e identidade de agência pessoa e para outros elementos básicos do patriotismo. Portanto, o país está em um estado de polarização por falta de sentido nacional. De um lado, aqueles que dão notoriedade à unidade, de outro, aqueles que usam o “patriotismo” apenas como instrumento político.
Antes de mais nada, é preciso entender o verdadeiro sentido da palavra, para que aqueles que se consideram “torcedores do país” se repitam nas frases. Na verdade, patriotismo tem a ver com amor, mas está longe do que agora se espalha pelo “embranquecimento” desse sentimento. Assim como o amor platônico, os patriotas usam a pós-verdade para estabelecer o amor por um país perfeito e respeitado que não tem nada a ver com o Brasil.
A propaganda política que se faz há muito tempo no discurso do candidato à presidência é o “ismo” que nada tem a ver com o país, pelo menos com o Brasil. A saudade que remete ao período anterior (inexistente), durante o qual havia ordem e prosperidade, e a pessoa diz que irá resgatar, o que nada mais é do que uma estratégia surgida na Itália. Como Jason Stanley explicou em seu livro How Fascism Works, essa estratégia é o primeiro pilar fundamental do fascismo.
Pelo contrário, o patriotismo não tem base mitológica, baseia-se na realidade, na história e na identificação com os indivíduos e os seus locais de residência. Portanto, é baseado na educação e deve ser concebido desde a primeira infância. Para fazer com que o patriota conhecesse sua pátria, sentiu-se cheio de tolerância e responsabilidade pelo futuro e sugeriu que exercesse a cidadania em benefício de todos.
Por isso, é imprescindível que o Ministro da Cultura desvende o mistério da história brasileira, afaste de cena heróis fictícios (como Tiradentes) e valorize verdadeiras figuras históricas. A história do Brasil precisa ser exposta e valorizada para aumentar a conscientização e começar a estabelecer uma verdadeira identidade nacional. Como medida definitiva, o Ministério da Educação deve incorporar a pesquisa de figuras históricas brasileiras na base do currículo nacional comum da educação básica para que as crianças possam estabelecer contato com elas e, portanto, com a própria história, assim como fazem com os príncipes e princesas das histórias infantis.