O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 29/11/2020

A república significa “assuntos públicos” na etimologia latina, enfatizando as características coletivas dessa forma de governo. No entanto, o cerne da república, o coletivo, mostrou confusão em reconhecer e amar a pátria mãe. Desta forma, a personalidade contemporânea e a falta de apoio do Estado estão em oposição.

Deve-se destacar que, em princípio, a mobilidade da esfera social atual também apóia o desempenho político individual. Nesse caso, vale destacar que, como argumentou o filósofo polonês Zygmunt Bauman, a atual modernidade da liquefação faz com que o conceito de interesse comum perca sua importância. Com isso, a sociedade se preocupa em buscar os próprios interesses e ferir os interesses coletivos, o que ecoa na indiferença ao desenvolvimento social e à pátria.

Além disso, vai contra os ideais republicanos consagrados na Constituição Federal, fundamentais para a formação de uma população patriótica. Nessa lógica, a falta de consciência da cidadania proposta pelo escritor Gilberto Dimenstein em seu “Livro da Paz” tem gerado desigualdades e repercussões na comunidade. Como resultado, o indivíduo não reconhece que é o promotor dos direitos nacionais, nem reconhece que é o defensor dos direitos nacionais, tornando-o divorciado dos sentimentos nacionais.

Desta forma, é urgente que o Ministério da Administração atue sob a forma de ministérios e comissões para cultivar os sentimentos nacionais e fortalecer a unidade da comunidade. Tais ações serão realizadas por meio da concretização da cidadania para a promoção de direitos como saúde, moradia e direito à educação, além de estimular o senso de responsabilidade e afastar os civis da educação básica. Com isso, Brasil poderá resgatar o conceito de república fiel.